ECONOMIA
Segunda-feira, 04 de Janeiro de 2010, 23h:02
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2009
Números confirmam expansão de 10% do varejo estadual
A crise internacional do último trimestre de 2008, que se alastrou durante parte do ano passado em diversos setores da atividade econômica, não foi suficiente para brecar o crescimento do varejo mato-grossense em 2009. De acordo com os levantamentos preliminares, o comércio do Estado superou a crise e encerrou o ano no azul. Todos os segmentos apresentaram incremento. A nossa estimativa é de que este crescimento tenha ficado em torno de 10% em 2009, diz o presidente da Câmara Tributária da Federação do Comércio, Bens e Serviços de Mato Grosso (Fecomércio), Paulo Gasparotto. Tecidos, confecções, calçados, eletrodomésticos e eletroeletrônicos, automóveis, ótica, som, presentes, celulares, utilidades domésticas, perfumes e decorações foram os setores que mais cresceram. 2009 foi um dos melhores anos para o comércio. Não esperava que o setor fosse se recuperar tão rapidamente da crise, avalia Gasparotto. Se a crise assustou no começo, agora ninguém mais se lembra dela. Já é algo do passado. Gasparotto aponta os fatores que mais influenciaram no bom comportamento do comércio. Segundo ele, o aumento da renda e do nível de empregabilidade teve papel preponderante no crescimento do varejo, ao lado da estabilidade econômica e da maior oferta de crédito para o consumidor. Tivemos um aumento no poder aquisitivo do trabalhador e notamos que esta melhora foi canalizada para o consumo. Com o novo salário mínimo que entrou em vigor em janeiro deste ano, vemos 2010 com bastante otimismo e com expectativa de que o varejo continuará com forte demanda, analisa. Segundo Gasparotto, essa talvez seja uma das preocupações do governo federal para este ano. O governo entende que a demanda deve estar compatível para evitar o aumento da inflação, por isso já fala em algumas medidas para tentar conter o consumo, como aumentar as taxas de juros e reduzir o crédito. Para Gasparotto, entretanto, o mercado vai se estabilizar em termos de consumo, apesar da previsão de demanda aquecida, com a economia devendo crescer de 4% a 5%. JANEIRO O mês de janeiro mal começou e o comércio já percebe uma tendência de forte demanda em 2010. Acreditamos que este mês será bem melhor do que janeiro de 2008, pois o cenário é outro e a população tende a consumir mais devido às facilidades de compra. Apesar da ótima demanda registrada no final do ano passado, o varejo continua abastecido e preparado para atender um aumento do consumo no primeiro semestre do ano. BRASIL - Os números divulgados pela Pesquisa Mensal do Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) levaram a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) a revisar sua projeção de crescimento para o varejo brasileiro em 2009, de 5,1% para 5,3%. Os resultados da pesquisa são muito bons, mas o melhor foi que todos os setores pesquisados registraram altas nas vendas, o que não acontecia desde janeiro de 2008, afirma Fábio Bentes, economista da CNC. A nova estimativa considera fatores como a valorização do real e as medidas adotadas pelo governo federal para destravar o crédito e recuperar o nível de atividade econômica, como a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para diversos produtos - carros, geladeiras, materiais de construção e, mais recentemente, móveis. (MM)