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ECONOMIA
Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010, 21h:08

Novembro segue a tendência da desaceleração

A euforia das contratações de final de ano não foi suficiente para neutralizar os efeitos de demissões em outros segmentos da atividade econômica, em Mato Grosso, como as registradas na indústria e na agropecuária. Apesar de os setores do comércio e prestação de serviços liderarem pelo terceiro mês seguido o ranking das admissões, o Estado encerrou novembro com retração de 0,58% sobre o estoque de assalariados com carteira assinada na comparação com o realizado em outubro. A variação relativa mostra Mato Grosso com o pior desempenho entre os estados da região Centro-Oeste. Conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a retração nos meses de novembro vem sendo registrada no Estado desde 2003, conforme série histórica do MTE. Mesmo apresentando o pior desempenho do Centro-Oeste, novembro de 2010 mostrou-se o mês com o menor saldo negativo, já que as demissões somaram 3,03 mil. Em 2009 foram 4,05 mil e o pico da série do Caged ao Estado é de 8,08 mil em novembro de 2005. O saldo de empregados com carteira assinada pode ser negativo ou positivo, a variação depende do volume de contratações. Quando há mais demitidos que admitidos o saldo é negativo, como esse de novembro. Quando há mais contratações, o resultado é positivo. No mês passado foram contratadas 27,83 mil pessoas e demitidas 30,86 mil, saldo negativo de 3,03 mil. O segmento do comércio foi o maior empregador mato-grossense, admitiu 9.388, demitiu 6.708 e fechou o mês com saldo positivo 2.680 novas vagas. Em seguida está o segmento de prestação de serviços, com a contratação de 6.199 trabalhadores, a demissão de 5.866 e saldo positivo de 333 novas vagas. Entre os maiores empregadores estaduais, indústria de transformação e agropecuária, mais demitiram do que contrataram no mês passado e registram o fechamento de postos de trabalho, 1.446 e 4.118 postos respectivamente. Como observa o presidente da Fiemt, Jandir Milan, a sazonalidade é mais forte nos meses de novembro e dezembro, principalmente para os segmentos que mais geram empregos, como a indústria, construção civil e a agropecuária. “Esses setores recomeçam as contratações a partir de meados de janeiro, no caso da agropecuária e de março em diante no caso da indústria e da construção civil, esse último, após o fim da estação das chuvas”. Entre os municípios avaliados pelo Caged – cidades com mais de 30 mil habitantes – destacaram-se Cuiabá, Juína e Sinop, com a criação de 1.350, 258 e 189 novas vagas, respectivamente. (MP)

Edição EDIÇÃO 16962




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