ECONOMIA
Sábado, 21 de Dezembro de 2013, 12h:55
A
A
EMPREGABILIDADE
Nível segue inferior
Comparação entre os 11 meses de 2013 e 2012 revela corte de 10 mil vagas
MARIANNA PERES
Da Editoria
A criação de novas vagas de trabalho formal, em Mato Grosso, fechou os 11 primeiros meses do ano na contramão do observado no país. No intervalo de janeiro a novembro a oferta reduziu em mais de 10,27 mil vagas, quando comparada aos acumulados de 2013 ante 2012. No ano passado, o saldo para essa época do ano era de 48.803 postos. No mês passado a soma apontou 38.531, queda de 21,04%. Mesmo operando no positivo, ao contratar mais que demitir, o nível de empregabilidade desse intervalo é o pior no Estado desde 2011. No Brasil, o saldo de empregos formais é de 1,54 milhão de postos, crescimento de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Com mais este resultado mensal, o ano de 2013 vai se consolidando como inferior ao registrado em 2012, já que em todos os meses a criação de novas vagas ficou sempre abaixo do volume quando comparado ao mesmo intervalo de 2012. Os números foram divulgados ontem, pelo Cadastro Geral de Empregos (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O ritmo da empregabilidade, em Mato Grosso, fechará o ano inferior ao exercício 2012, refletindo o desempenho mais tímido de setores importantes da atividade econômica local como a agropecuária, indústria, construção civil e serviços. Apenas o segmento do comércio supera até novembro a geração de vagas na comparação, ao passar de 6.663 nos 11 meses de 2012 para 7.402 neste ano. Ainda conforme o Caged, na avaliação anual a indústria e a agropecuária, foram os setores que mais cortaram postos, de 9.700 para 4.885 e de 9.333 para 4.845, respectivamente. Na construção civil, a oferta de novas vagas passou de 11.036 no acumulado de janeiro a novembro de 2012 para 9.950 em igual intervalo deste ano. Já serviços passou de 11.449 para 10.609. NOVEMBRO O desempenho registrado pelo Caged, no Estado, no mês passado ilustra bem a evolução de 2013. De acordo a série histórica MTE, em novembro de 2013, por motivos sazonais relacionados às atividades de cultivo de cana-de-açúcar e de soja, ocorreram reduções de 5.204 empregos celetistas (com carteira assinada), o equivalente à retração de 0,81% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Os setores de atividade que mais contribuíram para este resultado foram a agropecuária (-4.432 postos), o comércio (-1.829 postos), a construção civil (-1.154 postos) e a indústria da transformação (-1.056 postos). A série revela que o desempenho negativo de novembro, ou seja, com mais demissões do que contratações é esperado. De 2003 a 2013, todos os meses de novembro apresentaram déficit na criação de novas vagas. A eliminação de 5.204 postos no mês passado é a pior deste novembro de 2011. Novembro de 2005 segue como recordista em demissões, reflexo da crise do agronegócio, com saldo negativo de 8 mil vagas.