ECONOMIA
Quinta-feira, 11 de Setembro de 2014, 19h:21
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INFLAÇÃO
Não mostra resistência, mas deve demorar a cair
Para 2014, a inflação diminuiu em relação a projeção anterior
EDUARDO CUCOLO E SOFIA FERNANDES
Da Folhapress Brasília
Apesar de a inflação estar acima do limite de 6,5% fixado pelo governo, o Banco Central avalia que o índice de preços não mostra mais resistência. A informação faz parte da ata do Copom divulgada nesta quinta-feira (11). A palavra "resistência" era citada pelo comitê desde janeiro do ano passado. Na ata anterior, de julho, por exemplo, a expressão que revelava um grau maior de preocupação com os preços aparecia duas vezes no texto. A instituição reafirmou que não vai mexer na taxa básica de juros e diz agora que, mantidos a taxa básica em 11% ao ano e o dólar em R$ 2,25, a inflação entrará "em trajetória de convergência" para 4,5% nos trimestres iniciais de 2016. Para 2014, a projeção para a inflação diminuiu em relação ao valor considerado na reunião anterior, mas permanece acima de 4,5%. Para 2015, as projeções não mudaram e também estão acima da meta. CONTA DE LUZ O BC também alterou a previsão de reajuste de energia este ano de 14% para 16,8%. A instituição diz ainda no documento que tarifas e preços controlados continuarão a subir acima de 4,5% até, pelo menos, 2016. Somente para 2014, a alta esperada é de 6%. Luciano Rostagno, estrategista chefe do Banco Mizuho do Brasil, afirmou que ainda é necessária uma política fiscal mais "apertada" no próximo ano e reformas econômicas para evitar que a inflação recuo em direção à meta. "Caso contrário, as taxas de juros terão de subir novamente", disse. O analista destaca ainda o trecho em que o BC afirma que as taxas de crescimento da absorção interna e do PIB se alinharam, o que vai ajudar a economia na transição para uma mistura mais saudável entre consumo e investimento, em que este último ganharia participação no crescimento econômico. EMPREGO O Brasil registrou a criação de 101,4 mil vagas de trabalho com carteira assinada no mês de agosto, informou ontem o Ministério do Trabalho. O resultado é o menor para o mês desde agosto de 2012. O setor de serviços puxou grande parte da criação de vagas no mês, com 71,3 mil postos. O setor de comércio veio em seguida, responsável por 40,6 mil novos postos no mês. O saldo de criação de vagas foi 21,5% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o país criou 127,6 mil postos de trabalho. De janeiro a agosto, foram gerados 751,5 mil vagas de emprego formais. Nesse mesmo período no ano passado, esse resultado foi de 1,1 milhão. Os dados fazem parte do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Em agosto, a indústria de transformação -na qual estão incluídas as indústrias automobilística, metalúrgica, entre outras, fechou vagas pelo quinto mês consecutivo. Houve uma redução de 4,1 mil postos nesse segmento em agosto.