ECONOMIA
Segunda-feira, 15 de Julho de 2013, 20h:55
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TRADING COMPANIES
Na contramão do Brasil, MT encerra semestre com perdas
Vendas menores de soja impactaram no saldo da balança das empresas
As exportações mato-grossenses realizadas, via trading companies, encerram o primeiro semestre em queda o que reduziu o saldo da balança comercial, performance oposta a registrada em nível nacional que aponta crescimento de 2,2%. No Estado a retração foi de 9,58% na comparação anual entre o acumulado de janeiro a junho. Conforme dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), as trading companies contabilizam saldo (exportações menos as importações) de US$ 1,05 bilhão, ante US$ 1,16 bilhão em igual período de 2012, o que revela a queda de 9,58%. As vendas ao exterior por intermédio das empresas trading companies são classificadas como exportações indiretas e são equiparadas às exportações diretas no aspecto fiscal. Elas apresentam vantagens, principalmente, para o pequeno e médio produtor nacional que não dispõem de uma estrutura própria dedicada às operações de comércio exterior. Neste ano, as trading companies exportaram US$ 1,23 bilhão, o que garantiu 10,55% de participação no bolo nacional e importou pouco mais de US$ 176 milhões. Mato Grosso encerrou o semestre na quarta posição, atrás apenas do Pará, Minas Gerais e Espírito Santo. No ano passado foram realizados negócios de US$ 1,33 bilhão e importados US$ 163 milhões. Comparando apenas as exportações, há retração de US$ 99 milhões de um semestre para o outro, ou, -7,44%. A participação passou de 11,14% para 10,55%. Mato Grosso que tem como carro-chefe as exportações do complexo soja, encerrou o semestre com queda. Em razão dos problemas logísticos registrados nos primeiros meses do ano e que levaram à morosidade e cancelamento de embarques de soja nos portos do país, o complexo soja (grão, farelo e óleo) se manteve líder da pauta, mas contabiliza redução no volume físico exportado, que passou de 11,57 milhões de toneladas em 2012 para 10,99 milhões até junho. BRASIL - No primeiro semestre de 2013, as exportações brasileiras via trading companies somaram US$ 11,69 bilhões e as importações do segmento foram de US$ 2,12 bilhões. Com isso, a corrente de comércio do setor totalizou US$ 13,82 bilhões e o saldo positivo alcançou US$ 9,57 bilhões. No comparativo com o mesmo período de 2012, as vendas brasileiras dessa categoria de empresas (US$ 11,95 bilhões) recuaram 14,6% e as aquisições (US$ 2,58 bilhão) diminuíram 18%. O saldo entre janeiro e junho do ano passado foi de US$ 9,37 bilhões e, portanto, houve aumento de 2,2% em relação ao mesmo período deste ano, o que, porém, não ocorreu com a corrente de comércio (US$ 14,54 bilhões), que retrocedeu 5%. MERCADOS - O principal mercado de destino das exportações brasileiras do segmento, no semestre, foi a China, com vendas de US$ 4,98 bilhões, representando 42,6% do total exportado pelo setor. Na sequência, apareceram: Japão (US$ 926,3 milhões, participação de 7,9%), Coreia do Sul (US$ 657 milhões, 5,6%), Países Baixos (US$ 638,9 milhões, 5,5%), e Alemanha (US$ 437,6 milhões, 3,7%). PRODUTO - As exportações de produtos básicos responderam por 87,4% do valor exportado por essa categoria de empresas. Nesta pauta, destacaram-se: minério de ferro (US$ 6,75 bilhões, participação de 57,8% do total exportado), soja em grão (US$ 2,32 bilhões, 19,8%), milho em grão (US$ 532,2 milhões, 4,6%), farelo de soja (US$ 329,2 milhões, 2,8%), e carne de frango (US$ 155,4 milhões, 1,3%).