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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sexta-feira, 02 de Maio de 2008, 19h:42

COMBUSTÍVEIS

MT segue no topo

Mesmo sem a alta da Petrobras chegar à bomba e sob efeito da operação Madona, litro se mantém entre os mais caros do país

MARIANNA PERES
Da Editoria
O aumento sobre os preços da gasolina e do óleo diesel em vigor desde ontem ainda não impactou sobre o litro comercializado nas bombas nos postos de Cuiabá e Várzea Grande. Mesmo sem contabilizar o reajuste, que de acordo com a União não será repassado ao consumidor, os preços dos dois produtos ainda permanecem no ranking brasileiro como um dos mais caros do Brasil. O litro da gasolina no Estado é o segundo mais caro e o do diesel, o terceiro. Conforme levantamento semanal divulgado pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a média de preços no Estado para a gasolina aponta cotação de R$ 2,85, preço 14,45% acima do valor médio do produto no país. O litro mais caro está no Acre, R$ 2,93. Depois de Mato Grosso, Alagoas (R$ 2,77) e Tocantins (R$ 2,74) fecham o ranking brasileiro. Já o litro mais barato está no estado vizinho de Goiás, que tem preço médio de R$ 2,33, valor idêntico ao adotado nos estados da região Sudeste, na casa dos R$ 2,30. Nesta última pesquisa realizada entre os dias 20 a 26, foram visitados 139 postos em Mato Grosso. O preço máximo em vigor para a gasolina, R$ 3,05, foi encontrado no município de Alta Floresta (800 quilômetros ao norte de Cuiabá) e o mais barato, R$ 2,80, em Santo Antônio de Leverger (34 quilômetros ao sul de Cuiabá). Já o preço pago pelos postos para cada litro da gasolina adquirido das distribuidoras garante um lucro de 25%, já que a gasolina foi repassada a R$ 2,28 e a revenda na bomba elevou o preço a R$ 2,85. No período de 30 de março a 26 de abril, a cotação da gasolina na bomba no Estado variou semanalmente entre R$ 2,83, R$ 2,75 e R$ 2,85. Cuiabá e Várzea Grande, que excepcionalmente vivem sob o efeito da operação Madona, uma ação deflagrada pelo Ministério Público Estadual (MPE) no dia 23, para colocar fim à prática de cartel, repercutiu na semana passada com uma redução média de pouco mais 8% no preço pago pelo consumidor pelos três combustíveis (álcool, diesel e gasolina). Dois dias após a operação, a gasolina sofreu redução nos preços, recuando de R$ 2,89 para até R$ 2,75 em muitos postos, queda de 5,09%. Já o álcool registrou queda de 15,01% na maioria dos postos, passando de R$ 1,49 para R$ 1,26. O diesel também entrou na ciranda com os preços caindo de R$ 2,17 para R$ 2,05 (recuo de 5,51%). Mas, a temporada de ‘baixas’ terminou há cerca de uma semana. DIESEL – Mato Grosso tem o terceiro litro mais caro do país, com o valor de bomba a R$ 2,16. Em primeiro lugar está o diesel de Roraima (R$ 2,28), seguido do Acre (R$ 2,22), Mato Grosso e Rondônia (R$ 2,06). O mais barato está nos estados de Minas Gerais, Ceará, Rio Grande do Norte e Goiás, onde o litro é comercializado a R$ 1,83. O valor de varejo está 15,50% acima da média apurada no país pela ANP que é de R$ 1,87 para o litro. O diesel na semana de 20 a 26 de abril – última pesquisa disponibilizada pela Agência – foi vendido pelas distribuidoras no Estado a uma cotação média de 1,91, que considerando a média de revenda ao consumidor de R$ 2,16, gerou lucro de 13,8% aos postos. No Estado, o produto tem o valor mais acessível em Rondonópolis (210 quilômetros ao sul de Cuiabá), R$ 2,02, e o mais caro está em Sinop (503 quilômetros ao norte de Cuiabá), R$ 2,38. No acumulado das quatro últimas semanas, o litro se manteve estável com média de R$ 2,16. ALTA - Conforme uma fonte do segmento, as baixas aplicadas aos combustíveis em decorrência da operação Madona deverão ser observadas na pesquisa que a ANP vai divulgar na próxima segunda-feira. Já com relação à alta autorizada pela Petrobras, de 10% para gasolina e de 15% ao diesel, o mercado local explica que qualquer aumento detectado nos preços pagos às distribuidoras será remetido à bomba. E se isso acontecer, os dois combustíveis serão reajustados a partir da próxima segunda-feira, dia 5, ou, na medida em que os estoques dos postos forem sendo renovados.

Edição EDIÇÃO 16960




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