Os pecuaristas de Mato Grosso vêm procurando fazer a lição de casa para tentar reconquistar o status de livre da aftosa com vacinação pela Organização Internacional de Epizootias (OIE). Desde que Mato Grosso perdeu o status por causa da descoberta de aftosa em Mato Grosso do Sul no Paraná, em setembro de 2005, inúmeras ações foram desenvolvidas com apoio do Fundo Estadual de Combate à Febre Aftosa (Fefa), comitês, conselhos municipais, sindicatos, revendas de produtos agropecuários, frigoríficos e pecuaristas. Realizamos um intenso trabalho e concentramos todas as nossas energias no propósito de garantir o controle do rebanho, a imunidade permanente e a recuperação do status, afirma o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea), Décio Coutinho. Na opinião do gerente executivo do Fundo Emergencial da Febre Aftosa (Fefa), Antônio Carlos Carvalho, este trabalho está sendo feito através de parceria com a iniciativa privada e o poder público. Através do Fefa, ações pontuais foram realizadas no sentido de recuperar o status do circuito pecuário. Para o coordenador da Área Pecuária da Federação da Agricultura do Estado (Famato), Luís Carlos Meister, a preocupação dos pecuaristas é contínua também no sentido de habilitar o restante do território mato-grossense para exportar carne para a Europa. Atualmente, 51% dos municípios mato-grossenses não estão habilitados a exportar carne in natura para a União Européia (UE) devido à zona tampão estabelecida pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), que excluiu um rebanho de cerca de 14 milhões de cabeças do processo de exportação.(MM)