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ECONOMIA
Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009, 20h:43

AGRICULTURA

Ministro não crê em desemprego

GUSTAVO PORTO
Da AE - Ribeirão Preto
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou em entrevista à Agência Estado, que, em uma avaliação geral, o nível de emprego na agropecuária deve se manter em 2009. "No geral, o quadro não nos indica um desemprego maior, a não ser em questões pontuais", disse o ministro. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho apontam que, em 2008, foram criados 18.232 empregos na agropecuária brasileira, alta de 1,22% sobre 2007. Em dezembro, no entanto, 134.487 vagas formais no setor foram fechadas. Stephanes disse que o setor que efetivamente desempregou foi o da cana-de-açúcar, responsável por 60% dos cortes no mês passado "Grande parte disso é por causa do fim da safra e também porque o setor efetivamente está apertado e enfrenta uma crise. E, quando há o aperto, diminuem os custos e acabam também demitindo", afirmou o ministro. Além da cana, as áreas pontuais que deverão ter problemas de desemprego na agricultura serão na queda da produção do algodão, embora parte da área seja substituída por outros produtos, e no cultivo do café, que passa por dificuldade. "Mas o governo estuda como intervir e se tivermos sucesso nas medidas, isso pode mitigar o eventual desemprego na cafeicultura, que tem muita mão-de-obra", disse Stephanes. Ele citou ainda problemas pontuais de desemprego na fruticultura no Nordeste, pelo alto nível de dependência do mercado externo, na suinocultura e na avicultura. Ainda de acordo com o ministro, a previsão de quebra de 7% a 8% na safra de grãos também deve atingir o mercado de trabalho na agropecuária, principalmente com os impactos da seca na Região Sul, que trarão uma quebra de 30% na produção local de soja e entre 20% e 30% nas de milho e feijão.

Edição EDIÇÃO 16962




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