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Cuiabá MT, Terça-feira, 16 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 09 de Outubro de 2010, 11h:36

CONSTRUÇÃO – II

Mercado local continuará crescendo

Quem acha que os imóveis já estão muito valorizados e que os preços estão próximos da estagnação está enganado. O mercado pode e vai crescer ainda mais nos próximos anos. Pelo menos é o que garantem imobiliárias e construtoras. “Quem investir em imóveis em Cuiabá hoje pode lucrar até 100% nos próximos quatro anos, devido à taxa média de crescimento de 20% ao ano”, afirma o diretor regional da Plaenge, Rogério Fabian. Isso significa que um apartamento que, atualmente, custa R$ 250 mil, em 2015 poderá ser vendido por R$ 500 mil. "Em um ano, os imóveis na capital valorizaram, em média, 20%. Acredito que os preços vão manter a média de crescimento anual nesse patamar por muitos anos ainda”, prevê. Até 2015, esse incremento ultrapassará os 100% de valorização. “Até lá, as pessoas podem investir de olhos fechados", diz o corretor Marcelo Rodrigues. Tanto corretores quanto entidades que representam o setor da construção civil acreditam que a população vai responder positivamente às altas e vai manter o mercado aquecido. "Como a economia está crescendo, o país está passando por um bom momento, e o mercado não fica atrás. A curva só se inverte se o país entrar em recessão, e não acreditamos nisso", afirma o corredor Paulo César Figueiredo. O aquecimento do mercado imobiliário, segundo a construtora Plaenge – com 22 projetos em execução em Cuiabá - não está associada à Copa do Mundo de 2014, que tem parte de seus jogos programados para Cuiabá. “Com a Copa teremos um incremento extra. O que ocorre no momento é um negócio sustentado no próprio crescimento da cidade, ancorado na estabilidade da moeda, queda dos juros, melhoria do poder aquisitivo da população e fortalecimento das classes B e C, associado ao extraordinário aquecimento da demanda nos últimos anos”, ressalta Fabian. O otimismo do setor é reforçado pelo crédito imobiliário, que tem sido um dos principais fatores de alavancagem das vendas. Os empresários acreditam que ainda há muito espaço para o crédito crescer no Brasil. “Mesmo para quem financia 100% do imóvel, o investimento é vantajoso”, observam os corretores. No caso da Caixa Econômica Federal, que tem as menores taxas de juros do mercado, o financiamento de um apartamento de até R$ 500 mil tem juros de 9,5% ao ano. Mas a valorização chega a 20% no mesmo período. "O investidor está ganhando com o dinheiro da Caixa. Ele usa o recurso para financiar e, no final do período, vende o imóvel, paga os juros e ainda lucra cerca de 50%", diz um corretor. Júlio César de Almeida, sócio-proprietário da Ginco e vice-presidente do Sinduscon, também acredita que a Copa 2014 influenciou pouco até agora. “O grande fator que está acelerando o mercado da construção é a questão do crédito, maior prazo nos financiamentos e taxas de juros mais acessíveis. Temos também a ascensão de classes sociais e a melhoria da renda do trabalhador. Acredito que somente a partir do ano que vem o efeito Copa começará a influenciar o mercado imobiliário”. Ele diz que atualmente a maior parte da população é economicamente ativa. “Pelos próximos 15 anos, vamos ter mais gente na faixa etária produtiva e de consumo, por isso o aquecimento será natural. Teremos menos jovens e adolescentes - dependentes de renda – e menos idosos. A tendência é de que a economia entre em um processo de crescimento vigoroso nos próximos anos”. (MM)

Edição EDIÇÃO 16963




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