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ECONOMIA
Segunda-feira, 26 de Novembro de 2012, 21h:05

2012

Mercado espera manutenção da taxa Selic em 7,25% neste ano

Se o Copom mantiver atual patamar, será interrompido processo de cortes

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve manter a taxa básica de juros, a Selic, no atual patamar de 7,25% ao ano, na reunião que começa hoje e segue até amanhã. Essa é a expectativa de analistas do mercado financeiro, há seis semanas. Os analistas, consultados todas as semanas pelo BC, também não esperam por alteração na taxa básica de juros em 2013. Se o Copom mantiver a Selic no atual patamar, será interrompido o processo de cortes na taxa, iniciado no final de agosto em 2011, quando passou de 12,5% para 12% ao ano. No último dia 22, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse que o Copom entendeu que é preciso manter as “condições monetárias [taxa Selic] estáveis por período suficientemente longo”. De acordo com Tombini, o custo do dinheiro no país está mais baixo e isso se reflete na política de juros. “Estamos em outro intervalo, mais próximo do que ocorre no resto do mundo”, disse. Ele acrescentou que, quando for preciso, o Copom fará ajuste na Selic “para cima ou pra baixo”. O BC usa a Selic como instrumento para influenciar a economia e calibrar a inflação. Neste ano, devido aos efeitos da crise econômica internacional no Brasil, uma das estratégias do governo federal para estimular a economia foi reduzir a taxa Selic. INFLAÇÃO - A projeção de analistas para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, passou de 5,45% para 5,43%. É a segunda redução seguida na projeção. Para 2013, a estimativa oscilou de 5,39% para 5,4%. As estimativas para a inflação estão acima do centro da meta de 4,5%, mas abaixo do limite superior de 6,5%. Cabe ao BC manter a inflação sob controle. Na última quinta-feira, o presidente do BC, Alexandre Tombini, disse que a inflação está em trajetória de convergência para a meta, embora sujeita a reversões temporárias. “O Banco Central está vigilante para que a inflação permaneça sob controle, convergindo para o centro da meta”, disse, ao participar de audiência pública na Câmara. O PIB - Analistas reduziram, pela segunda semana seguida, a projeção para o crescimento da economia, este ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – soma de todos os bens e serviços produzidos no país, este ano, caiu de 1,52% para 1,50%. Para 2013, a projeção oscilou de 3,96% para 3,94%. A projeção para a cotação do dólar foi mantida em R$ 2,03, neste ano, e em R$ 2,02, em 2013. A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi alterada de US$ 19,2 bilhões para US$ 19,6 bilhões, neste ano, e foi mantida em US$ 15,52 bilhões, em 2013. Para a produção industrial, a projeção de queda neste ano passou de 2,39% para 2,30%. Para 2013, a expectativa é que haverá recuperação, com retorno ao crescimento.

Edição EDIÇÃO 16962




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