O rebanho bovino de Cáceres é um dos maiores do Estado, cerca de 870 mil cabeças, e segundo Sindicato Rural, a curto prazo a desativação da unidade não pressionará a cotação da arroba para baixo, já que o mercado vive um momento de oferta abaixo da demanda, o que deverá segurar os preços até o final do ano. Ainda ontem, a arroba do boi gordo em Cáceres se mantinha entre R$ 70 e R$ 72, tendo pico de R$ 75, num claro reflexo do mercado do boi e não da situação local. O presidente do Sindicato Rural de Cáceres, João Oliveira Gouveia Neto acredita que os bois que antes eram abatidos na unidade deverão ser encaminhados para outras plantas que o JBS tem perto de Cáceres, como Araputanga, Quatro Marcos, Mirassol D´Oeste, Tangará da Serra e até Cuiabá. Talvez, a partir do próximo ano, a arroba possa vir a sofrer depreciação em função desta desativação. Já o gerente Sindical, Liberato Lino da Silva Júnior, avalia que no médio e longo prazo o fechamento da planta poderá gerar um depreciação sobre o valor das terras na região, mesmo porque com a circulação de dinheiro reduzida na cidade, a depreciação é algo dado como certo. Questionados sobre a situação dos pecuaristas fornecedores do JBS de Cáceres, os dois ruralistas foram unânimes em dizer que o Grupo sempre foi muito correto nunca se atrasou um dia de pagamento e que as vendas são feitas à vista e que o segmento não corre nenhum risco de calote. Atualmente cerca de 200 pecuaristas da região forneciam animais à unidade. (MP)