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ECONOMIA
Terça-feira, 16 de Junho de 2009, 20h:38

ÁLCOOL

Menor valor do ano

Nova baixa de pouco mais de 2,67%, reduziu valor ao consumidor de R$ 1,12 para R$ 1,09. Tendência segue no mercado cuiabano

MARIANNA PERES
Da Editoria
O litro do álcool hidratado atingiu no início desta semana o mais baixo valor de bomba deste ano no varejo cuiabano. Em mais uma acirrada temporada de disputa pelo mercado, os postos revendedores reduziram o preço do combustível de R$ 1,12 para R$ 1,09, queda de 2,67%. Nas distribuidoras a queda foi mais significativa, 11,20%. A funcionária pública Elisa Mendes comemora. Ela que adquiriu há pouco mais de um ano o seu primeiro veículo bicombustível – flex fuel -, diz orgulhosa que nunca colocou uma gota de gasolina no seu Uno Mille. Ontem, ao abastecer como sempre faz no início da semana, teve novamente uma surpresa ao pagar pouco mais de R$ 40 para encher o tanque do automóvel. Sem saber que este é o menor valor do ano, Elisa exclama: “Tomara que caia ainda mais, né?”. A revisão negativa do valor de bomba do hidratado confirma uma tendência que o Diário havia antecipado no final de maio, quando se projetou o patamar de R$ 1,07, ainda no decorrer do mês de junho. Naquela oportunidade, gerentes dos postos já apostavam na trajetória de queda dos preços em função da colheita da cana-de-açúcar, que se estende até início de novembro no Estado. “Até junho ou julho, os preços do álcool poderão sofrer novas reduções na bomba, podendo chegar a R$ 1,07”. No ano passado, exatamente no mês de julho, o preço vigente no mercado ficou no patamar de R$ 1,05, com alguns postos, isoladamente, chegando a adotar R$ 0,99, nas chamadas “promoções relâmpagos”. Conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor do litro do álcool nas distribuidoras também foi deflacionado, passou de uma média estadual de R$ 1,16 – na semana de 17 a 23 de maio – para atuais R$ 1,03, queda de 11,20%. A ANP apurou ainda que o menor valor adotado pela distribuidora chegou a R$ 0,92. Ainda conforme pesquisa da Agência, o preço do litro nas quatro últimas semanas em Mato Grosso, na bomba, passou de R$ 1,37 para R$ 1,23, o segundo valor mais baixo do Brasil, perdendo apenas para São Paulo, com média de R$ 1,16. Já o litro mais caro do país está em Roraima, R$ 2,15. O álcool combustível é o carro-chefe dos postos ao responder por mais 60% das vendas das revendas. SINDÁCOOL – Se por um lado a queda nos preços é bem recebida, para quem produz o álcool a tendência baixista assusta. Segundo informações do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindálcool) o preço do litro na usina acumula queda de cerca de 40% de março – quando teve início a colheita estadual – até as primeiras semanas de junho. Atualmente a cotação está abaixo de R$ 0,50, valor que o segmento enfatiza como inviável. “Aliás, qualquer valor abaixo de R$ 0,80 é impraticável às usinas”, aponta o superintendente do Sindácool, Jorge dos Santos. Ele lembra que o excesso de produção no Centro Sul do país em 2008, aliado aos reflexos da crise mundial – que cortou crédito e capital de giro – impactou no planejamento de safra e a atual temporada está 12% menor em relação à safra anterior. “Deixamos de cultivar 1,9 milhão de hectares nesta safra e como a cana é uma cultura de longo prazo, nossos olhos se voltam para 2011, quando a redução de 2008 refletirá seu impacto, afinal, serão menos álcool e açúcar no mercado, como também empregos e impostos”. DIESEL – Ontem, uma semana após o governo federal anunciar a redução dos preços do óleo diesel, alguns postos exibiram novos valores de bomba. Porém, o corte previsto de 9,6% está longe de ser adotado no comércio varejista. Na Avenida do CPA, por exemplo, o posto América adotou R$ 2,29 por litro, como também o Novo Brasil, na Avenida Tenente Coronel Duarte esquina com a Carmindo de Campos. Já o menor valor ao diesel encontrado pelo Diário foi de R$ 2,19, no posto Santa Elisa, no cruzamento da Miguel Sutil com a General Melo.

Edição EDIÇÃO 16961




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