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ECONOMIA
Quinta-feira, 18 de Março de 2010, 21h:45

AÇO

Matéria-prima estará farta

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
No ano passado, o setor da construção civil da Grande Cuiabá enfrentou problemas devido ao grande volume de obras. Faltaram cimento e aço. As obras chegaram a sofrer atraso e os preços atingiram níveis estratosféricos. Este ano, contudo, a realidade é outra. O volume de obras manteve seu ritmo, porém os problemas foram resolvidos. O abastecimento de cimento está normalizado, os preços voltaram aos patamares anteriores e a oferta de aço também aumentou, provocando queda dos preços no varejo. Segundo a gerente executiva do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), Catia Mac Cord, não há qualquer risco de faltar aço para a construção civil de Mato Grosso. “A indústria está preparada para atender ao aumento da demanda previsto por conta das obras da Copa 2014 em todo o país”, diz. Cuiabá foi escolhida uma das sedes da Copa e tem projeção de erguer inúmeras obras. Cátia informou que a capacidade de produção de aço este ano será 103% maior do que o consumo interno. “A expectativa de consumo em termos globais, em função da Copa, é de cerca de 8 milhões de toneladas de aço. Estamos atentos a esta demanda e asseguramos que não irá faltar matéria-prima”. Ela diz que a previsão para este ano é de um crescimento de 23% no consumo de aço, elevando para 22,9 milhões de toneladas. No ano passado, o país consumiu 18 milhões de toneladas. Deste total, 33% são destinados à construção civil. Cátia não apresentou números sobre o consumo do aço em Mato Grosso. SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS – Ontem à noite, o Instituto Aço Brasil (IABr) e o Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA) promoveram evento em Cuiabá para apresentar as soluções tecnológicas e as oportunidades que o aço oferece para as obras de infra-estrutura necessárias para atender às exigências da Fifa nas cidades que irão sediar jogos da Copa 2014. Cuiabá recebeu ontem representantes das duas entidades durante o Road Show “Aço Construindo a Copa 2014”, com a presença de investidores, construtores e representantes de órgãos governamentais e profissionais dos segmentos interessados. “Tivemos oportunidade de estabelecer contato com potenciais clientes e profissionais, visando estreitar o relacionamento, apresentar suas respectivas empresas e demonstrar a capacidade de atendimento do nosso segmento”, avalia a executiva do CBCA. Segundo ela, Cuiabá é tão importante quanto às demais cidades brasileiras que estarão sediando jogos da Copa. “O que vemos, com este evento [Copa], é a grande oportunidade para demonstrar para o setor da construção os benefícios para utilização do aço nos projetos no que diz respeito à sustentabilidade e disponibilidade de produtos e serviços economicamente viáveis”. Cátia diz que as cidades-sede da Copa devem se “arrumar e se reestrutur” com vistas a um futuro de oportunidades tanto em termos de investimentos quanto de geração de renda e empregos. Ela lembra que cada construção apresenta um tipo de demanda. “O aço faz tanto uma casa modesta como permite a construção de um museu sofisticado e grandes edificações. Acredito que estas oportunidades poderão ser desenvolvidas também em Cuiabá, que é uma cidade fantástica e está em pleno crescimento”.

Edição EDIÇÃO 16962




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