ECONOMIA
Sábado, 02 de Junho de 2012, 00h:18
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PIB
Mantega defende alta de até 4,5%
O Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 0,2% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior, totalizando R$ 1,03 trilhão. O dado foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de crescimento é a mesma do trimestre anterior (0,2%). Entre os setores da economia, a maior expansão foi observada na indústria (1,7%). O setor de serviços cresceu 0,6%. Já a agropecuária teve uma queda de 7,3% no primeiro trimestre deste ano. Sob a ótica da demanda, foram observadas altas no consumo do governo (1,5%) e no das famílias (1,0%). Já a formação bruta de capital fixo teve redução de 1,8% no período. As exportações aumentaram 0,2% e as importações, 1,1%. Na comparação com o primeiro trimestre de 2011, houve uma expansão de 0,8%. No acumulado de 12 meses, o PIB brasileiro cresceu 1,9%. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu que o crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no primeiro trimestre do ano - igual ao último trimestre do ano passado - só não foi maior devido ao fraco desempenho da agropecuária, que caiu 7,3%. Concorreu para isso, de acordo com o ministro, a perda de safra em diversas culturas importantes. "Isso aconteceu por conta da quebra da safra de soja, arroz e fumo. Tudo isso ligado a fatores sazonais, disse. Mantega ressaltou o crescimento da indústria de 1,7% com relação ao último trimestre do ano passado. "Principalmente a indústria de transformação, que cresceu 1,9%, e eu considero isso uma boa notícia, depois de três trimestres negativos. A extrativa mineral não tanto, porque houve problema com o minério de ferro". Para Mantega, os resultados da indústria significam que as medidas tomadas pelo governo têm surtido o efeito esperado e farão o setor alcançar melhores resultados em 2012. EFEITO - Mantega acredita que as medidas de estímulo à economia vão surtir efeito a partir do segundo semestre. O ministro insiste na previsão de que a economia brasileira vai fechar 2012 com taxa de crescimento entre 4% e 4,5%. "No segundo semestre poderemos atingir esse nível de crescimento que não conseguimos atingir no primeiro semestre. Mantega disse que virão mais estímulos para o investimento, que também deve se recuperar a partir da segunda metade do ano. Reduzimos muito as taxas de financiamento para o investimento. O investimento do setor público, principalmente do governo central, está aumentando. No primeiro quadrimestre cresceu 28,9% em relação ao primeiro quadrimestre do ano passado. O ministro ressaltou que, na visão dele, o governo não adotou medidas protecionistas, e sim, de defesa da indústria nacional, principalmente da automobilística. Para ele, os países exportadores é que estão adotando medidas protecionistas disfarçadas de estímulo para os próprios produtos, como a manipulação cambial. Nós estávamos com o câmbio valorizado, o que prejudicava nossa produção e nossas exportações. Agora, já estamos com câmbio melhor. Os outros não consideram isso protecionismo. O que fizemos com relação ao setor automobilístico foi nos defender de subsídios disfarçados nos produtos exportados para o Brasil. Mantega destacou que a preocupação principal do governo não é com a taxa básica de juros (Selic), mas com os juros do mercado, dos bancos públicos e privados. Segundo ele, o principal fomento à economia é a redução dessas taxas com aumento do volume de crédito. Os bancos se comprometeram a ter uma atitude menos restritiva".