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ECONOMIA
Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009, 00h:56

EFEITO MORALES

Mais 2 postos em Cuiabá

Investimentos de R$ 1,4 bi foram direcionados para região do Coxipó e no bairro Santa Helena. Voto de confiança ao Estado

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
No momento em que Mato Grosso acaba de assinar o novo contrato de compra e venda de gás natural com o governo boliviano - com vigência para 10 anos – mais dois novos postos de abastecimento de Gás Natural Veicular (GNV) se preparam para entrar em operação em Cuiabá, o que representa um voto de confiança dos empresários ao governo do Estado. Com a chegada dos novos investimentos, estimados em cerca de R$ 1,40 milhão – R$ 700 mil em cada posto – em parceria com a GNV MT, Mato Grosso passará a contar com oito revendas para atender os 2,8 mil proprietários de veículos movidos a gás. Agora serão cinco em Cuiabá, além de dois em Várzea Grande e um em Rondonópolis, 210 quilômetros ao sul da Capital. O quarto posto de GNV a abrir suas portas na Capital é o Ipê, localizado na região da Grande Coxipó, na rodovia Cuiabá-Santo Antônio de Leverger, altura do bairro Nossa Senhora Aparecida. O posto entra em operação com GNV dentro de 20 dias. O quinto empreendimento - o posto Ferrari - está situado na Avenida Marechal Deodoro, próximo à Miguel Sutil, no bairro Santa Helena. Nos dois empreendimentos, os empresários contaram com a parceria da GNV MT. “Mostramos nossa confiança no projeto do gás em Mato Grosso e a GNV nos deu apoio, entrando com a parceria para a compra e implantação de todos os equipamentos, com tecnologia argentina, além da capacitação e treinamento dos funcionários que estarão trabalhando no atendimento aos clientes”, afirmam os empreendedores. De acordo com o proprietário do posto Ipê, Valdir Pereira de Castro, o futuro do país será o gás. “Não há como voltar. A nova matriz é irreversível e imprescindível para o nosso desenvolvimento, por isso nunca duvidei do projeto”, afirmou o empresário. Valdir Pereira tomou a decisão de implantar o gás em seu posto há cerca de um ano, exatamente no momento em que a Bolívia interrompeu o fornecimento de gás para Mato Grosso, que se estendeu por mais de 70 dias, a partir de outubro de 2008, sendo restabelecido somente em dezembro. “Mas achava que o equacionamento definitivo deste problema era mesmo uma questão de tempo. Levei em frente o projeto e hoje estou pronto para reinaugurar o posto, agora ofertando o GNV, já com o novo contrato assinado e a garantia no fornecimento de gás por parte da Bolívia. E o mais importante: com preços mais baixos ao consumidor”, diz Valdir. Ele conta que todas as instalações já estão concluídas. “Inclusive na semana passada, abastecemos carros gratuitamente, para testar nossos equipamentos”. A equipe de funcionários já está sendo treinada e o posto deverá contratar mais quatro vendedores de pista para reforçar o atendimento. Segundo Valdir Pereira, a meta do Ipê é vender pelo menos 100 mil metros cúbicos (m³) por mês, com expectativa de obter retorno do investimento em um prazo de 10 anos. Para implantar o sistema, o empresário investiu cerca de R$ 700 mil em parceria com a GNV MT. Ele está otimista com o novo investimento e diz que a tendência no futuro são todos os países que contam com reservas de gás só utilizarem esta matriz. “No Brasil temos reservas suficientes para o nosso suprimento. Não há por que desconfiar do gás”. FERRARI – Depois do Ipê, na primeira quinzena de outubro, será a vez do posto Ferrari realizar os testes dos equipamentos que já estão instalados. A previsão, segundo o empresário, Joaquim Carvalho Moraes, é colocar o sistema em funcionamento dentro alguns dias. “Acredito que antes do final do próximo mês já estaremos operando com gás natural”, afirma o empreendedor, que também fez parceria de R$ 700 mil com a GNV MT. Ele diz que o novo contrato firmado entre a MT Gás e a Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), que fornece gás natural ao Estado, por meio do gasoduto Mato Grosso-Bolívia, dá tranqüilidade aos investidores e pode estimular a retomada das conversões de veículos.

Edição EDIÇÃO 16967




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