ECONOMIA
Quarta-feira, 20 de Junho de 2007, 22h:00
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Maio é o mês da reação para Fiemt
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
O vice-presidente da Fiemt, Jandir Milan, destaca que o desempenho das exportações nos primeiros cinco meses do ano se deveu principalmente aos resultados obtidos com as vendas do mês de maio, que apresentaram boa recuperação em relação aos meses de janeiro, fevereiro, março e abril. A reação das vendas externas confirma as previsões da Fiemt de que a partir de maio haveria um crescimento maior das exportações por conta do novo cenário econômico vivido pelo agronegócio. Nos últimos dois meses produtos como a carne, o farelo de soja, a madeira e o milho tiveram uma participação mais firme na pauta de exportações. Isso acabou revertendo o cenário de retração que tínhamos até o final do primeiro quadrimestre do ano, avalia Milan. Os indicadores apontam crescimento de 74,62% para o complexo carne (bovina, suína e aves), que passou de US$ 171,01 milhões para US$ 298,62 milhões. O volume exportado de milho saltou de US$ 10,06 milhões para US$ 30,12 milhões, com crescimento de 199,38% nos meses de janeiro a maio desde ano em relação a igual período de 2006. A madeira registrou incremento de 54,31%, pulando de US$ 56,61 milhões para US$ 87,35 milhões. Já o farelo de soja apresentou incremento de 20,39%, com as exportações passando de US$ 239,39 milhões para US$ 288,20 milhões. O couro, outro produto importante da pauta de exportações, teve incremento de apenas 4,93%, com volume comercializado de US$ 29,95 milhões, contra US$ 28,55 milhões registrados em igual período do ano passado. O complexo soja grãos, farelo e óleo - manteve a frente das exportações mato-grossenses apesar da queda de 2,68% - com volume comercializado de US$ 1,36 bilhão, contra US$ 1,39 bilhão no período de janeiro a maio de 2006. Outros produtos que também estão registrando crescimento este ano são minerais (diamantes e ouro), com 1.649%, cimento (349,24%), materiais de construção (171,66%), materiais elétricos (126,86%), materiais mecânicos (US$ 119,52%), colchões (56,23%), produtos químicos (50,57%) e, produtos alimentícios, 13,43%. Dos produtos de peso da pauta de exportações, o arroz foi o que sofreu o maior recuo (-94,86%), seguido do açúcar, que teve queda de 62,20% e, do algodão com retração de 39,96%. Em volume comercializado, o algodão foi o que movimentou a maior cifra (US$ 42,94 milhões), vindo a seguir o açúcar (US$ 1,99 milhão) e o arroz com apenas US$ 43,98 mil.