ECONOMIA
Terça-feira, 04 de Novembro de 2008, 19h:29
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EFEITO MORALES
Maggi não crê em um entendimento entre a EPE e o governo boliviano
MARIANNA PERES
Da Editoria
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, afirmou ontem que não crê mais em um entendimento comercial entre a Empresa Produtora de Energia (EPE), proprietária da usina térmica de Cuiabá e o governo boliviano para o restabelecimento do suprimento de gás natural ao Estado. Existe um contrato antigo entre a EPE e o governo boliviano. Esses contratos já foram renovados por três ou quatro vezes. Nessa última negociação não houve mais acordo entre eles e nós não podemos mais ficar esperando esse entendimento. Diante desta certeza, Maggi reforçou mais uma vez que o Estado abriu um canal direto de negociações, esse feito entre a estatal mato-grossense, a MT Gás, e a boliviana Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), tem negociado uma solução imediata ao Estado. Trabalhamos dentro de uma nova filosofia que é chamada gás social. Não será o gás para movimentar a termelétrica e sim para os veículos e para as indústrias que já operam com esse produto. Quem tem a função de buscar, de transportar e distribuir o gás é a MT Gás que é um monopólio do Estado". Maggi prefere não estipular prazos para um acerto entre as duas estatais. Levando em consideração parte das negociações que já avançaram entre Mato Grosso e Bolívia, o reajuste sobre o metro cúbico importado pelo Estado é certo e poderá atingir elevação de 87%. O entendimento entre as partes acordou no final de outubro com um novo valor para o metro cúbico: US$ 7,87, contra US$ 4,20 em vigor durante o período em que a a Centro-Oeste Gás e Serviços tinha o insumo para transportar em território estadual. HISTÓRICO - O corte imposto pelo país vizinho atingiu o Estado em duas etapas, a primeira em agosto de 2007 quando o combustível foi suspenso à térmica, que há mais um ano não gera energia por meio do gás e a segunda vez foi há pouco mais de um mês, quando a oferta do gás natural veicular foi suspensa. O segmento revendedor desta matriz e os motoristas, em maioria taxistas, calculam perdas de cerca de meio milhão em 30 dias sem o produto, conforme já antecipou o Diário. COMBUSTÍVEIS A terça-feira foi marcada por uma nova onda baixista no mercado local de revenda do álcool hidratado e da gasolina. Pela segunda semana seguida, os postos reduziram preços na bomba. O hidratado está R$ 0,10 mais barato, saiu de uma média de R$ 1,29 para atuais R$ 1,19 por litro. A gasolina comum recuou cerca de R$ 0,03, passando de R$ 2,55 para preços entre R$ 2,52 e R$ 2,53. Nos últimos 30 dias o álcool acumula a maior queda ao consumidor, pois chegou ao valor de R$ 1,59 pelo litro, queda de 25,15%. O movimento baixista é considerado pelo mercado reflexos da guerra de preços e que sempre começa com um determinado posto ou rede e se alastra por Cuiabá e Várzea Grande, já que ninguém quer ter os frentistas de braços cruzados. É melhor apertar a margem de lucro do que ver a fila para abastecer no seu vizinho, disse um gerente de posto em Várzea Grande. Ele ainda avisa que como toda guerra, a redução de preços começa sem aviso prévio e também vai embora da mesma forma.