ECONOMIA
Segunda-feira, 03 de Fevereiro de 2014, 19h:46
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INFLAÇÃO
Investidores e analistas preveem um recuo para 6%
Os investidores e analistas do mercado financeiro refizeram as estimativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e já admitem um recuo de 6,02% para 6% em 2014. As expectativas do setor estão no boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central (BC). Por outro lado, a estimativa para o câmbio piorou: a relação entre a moeda norte-americana e o real passou de R$2,45 para R$ 2,47 no fim do ano. A taxa básica de juros (Selic), na percepção do mercado financeiro, deverá fechar 2014 em 11% ao ano, com a Dívida Líquida do Setor Público passando de 34,8% para 34,9% em proporção ao Produto Interno Bruto (PIB), que foi mantido em 1,91%. A produção industrial, por sua vez, deverá cair mais do que o previsto no último boletim, divulgado na semana passada, descendo de 2,2% para 2%. Nas contas externas, o déficit em conta corrente permanece em US$ 73 bilhões, com o saldo da balança comercial sendo projetado em US$ 8,25 bilhões ante os US$ 8 bilhões da estimativa anterior. Os investimentos estrangeiros diretos passam também de US$ 57,5 bilhões para US$ 58 bilhões. Cigarros e educação - O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou o mês de janeiro com variação de 0,99% e aumento de 0,06 ponto percentual sobre a última apuração. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice atingiu 5,61%. Metade dos oito grupos pesquisados apresentou acréscimos segundo o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). O grupo educação, leitura e recreação foi o que indicou a maior elevação, 4,47% ante 3,16%. Entre os motivos estão o reajuste no valor cobrado para os cursos formais que subiram em média 9,07% ante uma alta de 6,62%. A inflação também reflete a alta observada no grupo despesas diversas (de 1,95% para 2,94%) e a maior pressão teve origem nos cigarros em alta de 6,03% ante 4,02%. Em habitação, o índice teve variação de 0,71% ante 0,63% sob a influência, principalmente, dos gastos com mensalidade de empregada doméstica (de 1,35% para 1,65%). No grupo comunicação ocorreu alta de 0,14% ante 0,06%, com destaque para os pacotes de telefonia fixa e internet (de 011,% para 0,53%). Em sentido contrário, o grupo vestuário acentuou a queda média de preços (de -0,28% para -0,30%), resultado do período de liquidações da moda primavera-verão. Os cinco itens que mais influenciaram a inflação no período foram: curso de ensino superior (de 6,14% para 8,24%); cursos de ensino fundamental (de 7,42% para 10,07%); cigarros (de 4,02% para 6,03%); refeições em bares e restaurantes (de 0,63% para 0,88%) e automóvel novo (de 1% para 1,44%).