ECONOMIA
Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2013, 20h:19
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ALIMENTOS
Inflação cai e puxa queda do IPCA
O recuo da inflação oficial de novembro, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) se deve principalmente ao grupo alimentos, que registrou variação de 0,56%, quase a metade do 1,03% de outubro. Ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou que o indicador que mede a inflação oficial retrocedeu 0,03 ponto percentual, chegando a uma taxa mensal de 0,54% e a um índice acumulado em 12 meses de 5,77%. O arroz (-1,04%) e o feijão-carioca (-7,96%) estão entre os destaques do resultado. Alho (-6,52%), cebola (-5,13%), leite longa vida (-2,44%) e óleo de soja (-0,78%) também se inserem no grupo que influenciou a queda, assim como outras variedades de feijão, o mulatinho (-1,98%) e o preto (-1,04%). A desaceleração do índice também incluiu itens importantes da mesa do brasileiro: carnes, de 3,17% para 0,92%; pão francês, de 1,48% para 1,05%; e o tomate, de 18,65% para 11,58%. A cerveja, de 1,17% para 1,09%, e a farinha de trigo, de 3,75% para 1,67%, foram outros que recuaram na variação. O macarrão subiu de 1,39% para 2,33%; e as hortaliças e verduras, de -2,34% para 2,86%. Os açúcares também tiveram aumento da inflação, com uma alta de 0,13% para 2,42% (refinado), e de 0,04% para 1,58% (cristal). A inflação dos alimentos se comportou de maneira diferente nas capitais, registrando queda de 0,04% em Curitiba e alta de 1,08% em Fortaleza, por exemplo. No ano, os produtos que acumulam maior alta foram farinha de trigo (32,56%), feijão preto (24,58%) e o leite em pó (21,85%). Os que mais caíram foram óleo de soja (-17,64%), açúcar refinado (-14,50%) e cebola (-14,48%). EM 2014 - A região metropolitana de Vitória (ES) e o município de Campo Grande (MS) serão incluídos em janeiro no cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pelo IBGE. A mudança aumentará de 11 para 13 o número de capitais cobertas pela pesquisa. "A meta é que se cubra todas as unidades da Federação, para não deixar populações de fora", disse a coordenadora de Preços do instituto, Eulina Nunes. Não há prazo estabelecido para que essa ampliação ocorra. As duas novas capitais terão peso pequeno no cálculo total e não farão parte do IPCA-15, divulgado na metade do mês com dados que abarcam também 15 dias do mês anterior. A grande Vitória deve responder por 1,78% do índice, e Campo Grande, por 1,51%. A mudança reduz as contribuições de cada região metropolitana, mas não altera a ordem das mais pesadas no índice. São Paulo contribuirá com 30,67% do IPCA, Rio de Janeiro, com 12,06% e, Brasília, com 2,80%.