Indústria madeireira em MT é atingida pela mobilização
Segmento necessita da fiscalização e classificação feitos pelo órgão
MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
A indústria madeireira do Estado manifestou ontem a preocupação do setor com a paralisação dos servidores do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea). De acordo com levantamento dos sindicatos que congregam a classe, as 1,3 mil empresas em atividade em Mato Grosso correm o risco de paralisar suas atividades caso os serviços de fiscalização e classificação não sejam retomados pelos servidores do Indea. Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras de Sorriso (460 quilômetros ao médio norte de Cuiabá), Chicão Bedin, toda a produção de madeira serrada do Estado, como caibros, vigas e tábuas, utilizadas na construção civil, poderá ficar interrompida até o final desta semana caso a greve dure três dias, conforme anunciado pela categoria. Chicão Bedin informou que a madeira serrada representa 50% de todo o volume físico de madeira comercializada no Estado. Não soube, entretanto, quantificar esta produção em metros cúbicos e valor monetário. O vice-presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Norte do Estado (Sindusmad), Jaldes Langer, disse estar muito apreensivo com a paralisação dos servidores do Indea. Sem classificação não sai nenhuma madeira e ficamos impedidos de trabalhar. Langer, que é também presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira, advertiu que a greve poderá causar transtornos às empresas que possuem contratos de exportação e de venda para o mercado interno. Do total da produção madeireira do Estado, 36% são destinados à exportação. A região norte mato-grossense responde por 35% de toda a produção madeireira, sendo que Sinop (503 quilômetros ao norte de Cuiabá) é responsável por 18% deste total. Langer aposta, entretanto, em um consenso entre governo e servidores do Indea. É necessário que se tome uma providência urgente, pois não podemos ficar parados.