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Cuiabá MT, Sexta-feira, 12 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009, 19h:26

VAZIO SANITÁRIO

Indea/MT registrou 340 notificações em fazendas

O Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea) registrou 340 notificações contra produtores que não fizeram a destruição total das plantas tigüeras nas lavouras de soja durante o último período do vazio sanitário - de 15 de junho de 2008 a 15 de setembro de 2008 – propiciando a ocorrência da ferrugem asiática nas lavouras. Foram lavrados 76 autos de infração seguido de multa contra os produtores que descumpriram a legislação. O levantamento, divulgado pelo Indea, não informa os valores das multas aplicadas. Durante o período do vazio sanitário deste ano, que começa na próxima segunda-feira, dia 15, todos os produtores estarão proibidos de plantar soja na entressafra para evitar a ocorrência da ferrugem asiática, que nos últimos anos causou grandes perdas aos sojicultores. Pela legislação, o plantio só poderá começar a partir do dia 16 de setembro. Quem plantar antes desta data estará sujeito a multa de até R$ 80 mil ou 3 mil UPFs (Unidades Padrões Fiscais). Somente áreas de pesquisa autorizadas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) poderão efetuar o plantio durante o período do vazio sanitário. Como alertam os agrônomos, a manutenção de plantas de soja nas lavouras, mesmo que sejam involuntárias, forma a chamada “ponte verde” para que os fungos que causam a ferrugem se mantenham vivos no ambiente à espera da nova safra. A proibição por 90 dias tem justamente o propósito de reduzir a incidência da doença na próxima safra. De acordo com o engenheiro agrônomo Antônio Marcos Rodrigues, da Coordenadoria de Defesa Vegetal do Indea, no período do vazio do ano passado foram fiscalizadas 2.791 propriedades. “Encontramos plantas vivas [de soja], com indícios de ferrugem em algumas lavouras”, disse o agrônomo. De acordo com o coordenador da Comissão de Defesa Vegetal da SFA/Mapa, Wanderlei Dias Guerra, no ano passado foram encontradas plantas isoladas em algumas lavouras, onde os produtores fizeram o plantio de culturas de inverno autorizadas, como milho, feijão guandu e girassol, para adubação verde. “O problema é que no meio deste cultivo ficaram plantas de soja viva”, avalia Guerra. Na avaliação dele, de uma maneira geral, a maioria dos produtores mato-grossenses cumpriu as exigências do vazio sanitário e fez a destruição das plantas tigüeras. ”O saldo foi positivo, pois o Indea (Instituto de Defesa Agropecuária) atuou junto aos produtores e fez as recomendações necessárias no sentido de tomar os cuidados e evitar o plantio de soja no período do vazio”. CONTROLE - Segundo a legislação, o controle das plantas voluntárias, conhecidas como tigueras, deve ser feito até 30 dias depois do fim da colheita através de processo químico ou mecânico, pois elas ficam propagando o fungo que provavelmente atingirá a próxima safra. Outras medidas previstas na lei são o monitoramento da cultura para a detecção da doença e o cadastramento ou registro de áreas com cultivo de soja. A informação do foco da doença, também previsto na legislação, estabelece que o sojicultor e o responsável técnico sejam “solidários” na responsabilidade de informar ao Indea o aparecimento de foco da ferrugem da soja na propriedade rural. (MM)

Edição EDIÇÃO 16961




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