ECONOMIA
Sexta-feira, 23 de Maio de 2008, 21h:12
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EXPORTAÇÕES - II
Importações atingem US$ 269,57 milhões
As importações de Mato Grosso já acumulam saldo US$ 269,58 milhões sendo 33,2% maiores do que o valor de US$ 202,41 milhões até abril do ano passado, crescendo 33,2% por conta da desvalorização de 16,8% do dólar no período. Continuam prevalecendo na pauta as compras de insumos agropecuários que respondem por 88% do valor, complementados por bens de capital, especialmente máquinas e equipamentos, que irão aumentar nossa produtividade e competitividade, consequentemente. O diretor da Fiemt, Gustavo de Oliveira, chama à atenção dos empresários estaduais para o que ele chama de momento único: Aproveitar a desvalorização do dólar para importar bens de capital para ampliar o parque industrial e com isso, garantir maior competitividade no mercado. O gestor de Comércio Exterior da Sicme, Paulo Henrique da Cruz, revela que esta pujança das compras feitas pelo Estado pode ser vista no Porto Seco de Cuiabá. De 2006 para 2007 o volume movimentado lá cresceu em 104%. Neste primeiro quadrimestre já acumula alta de 44% em relação a igual período 2007 e soma em 2008 negócios de US$ 41,8 milhões. Empresas de grande porte, como a Sadia e Perdigão, por exemplo, estão se aproveitando deste momento econômico favorável (queda do dólar) e adquirem via Porto Seco, seus equipamentos. Paulo Henrique lembra que por meio do Porto Seco, localizado no Distrito Industrial de Cuiabá, há benefícios fiscais que o Estado oferta e que têm sido o diferencial para os importadores. Entre eles, está um Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) diferenciado, tanto na entrada como a saída, com a redução na base de cálculo. FORNECEDORES - Os nossos principais fornecedores externos foram neste primeiro quadrimestre do ano, Belarus com 19%, a Alemanha e a China com 11% cada, seguidos de diversos outros com menores participações. É importante registrar o avanço das importações da China que respondia por apenas 3,6% das importações estaduais em abril de 2007. Tal resultado positivo é o reflexo das várias missões comerciais lideradas pela Fiemt. PERDAS - As perdas cambiais continuam existindo pela valorização de 16,8% do real frente ao dólar, no período e em abril já somam R$ 714,5 milhões, valor que mostra bem o efeito negativo do câmbio valorizado para as nossas exportações. O crescimento positivo continua apenas graças aos significativos aumentos dos preços internacionais dos produtos de nossa pauta ocorridos no período, frisa o assessor econômico da Fiemt, Carlos Vítor Timo Ribeiro. (MP)