Grão livre de transgenia gera mais competitividade
Além de maior produtividade e rentabilidade, a soja livre representa uma vantagem competitiva em relação aos principais exportadores de soja do mundo. Entre os maiores concorrentes do Brasil estão Estados Unidos e Argentina, que atualmente não têm condições de oferecer ao mercado consumidor mais exigente a soja não-transgênica. O diretor-executivo da Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (Abrange), Ricardo Tatesuzi de Sousa, observa que, apesar da crise econômica, o mercado europeu tem aumentado a procura por produtos não-transgênicos e é uma forte tendência para os mercados da Coreia do Sul e Japão. A discussão fez parte da programação do VI Congresso de Soja, que se encerra hoje e é realizado no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. No final deste mês ele participa de uma reunião com a ministra da Agricultura alemã para discutir um pacto Brasil x Alemanha para o fornecimento de soja livre. O consumidor europeu cada vez menos quer produtos transgênicos em sua mesa, destacou. Para Mato Grosso, maior produtor de soja livre do mundo, as condições são as melhores possíveis, pois o Estado é o único do país que está organizado em todos os sentidos para a comercialização da soja não-transgênica. Somente ligadas à Abrange são cinco tradings preparadas para lidar com o produto, além de contar com condições logísticas para o escoamento desta produção. Na última safra, foram certificadas 6 milhões de toneladas de soja livre, mas o país tem produzido muito mais que isso e se mostra preparado para atender à demanda de um mercado consumidor exigente, já que a soja convencional é tratada como uma especialidade. PROGRAMA - O Programa Soja Livre, criado em 2009, através de parceria entre Abrange, Embrapa e Aprosoja, reforça uma história de mais de 35 anos de sucesso com a soja convencional no Brasil e está presente em 11 estados do Brasil.