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ECONOMIA
Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012, 19h:29

NO BRASIL

Geração de empregos cai 23% em 2011

A economia brasileira gerou 1,944 milhão de postos de trabalho com carteira assinada no ano passado, segundo divulgou ontem o Ministério do Trabalho. O saldo de 2011 é 23,5% menor que o registrado em 2010, quando houve recorde de 2,5 milhões na geração de empregos. Mesmo assim, é o segundo melhor resultado desde 2003. De acordo com a pasta, dezembro do ano passado fechou com saldo negativo (mais demissões do que contratações) de 408.172 vagas. Os dados ainda podem mudar, já que ainda falta adicionar à conta os empregos públicos criados em 2011. Os dados só devem ser divulgados em meados deste ano. Todos os setores da economia fecharam vagas em dezembro de 2011, com exceção do extrativismo mineral. No entanto, todas as áreas tiveram saldo positivo na criação de empregos formais no acumulado do ano. O setor de serviços foi o que mais gerou empregos em 2011, com a criação de 925,5 mil vagas, resultado 6,43% maior que o verificado em 2010. No comércio foram abertas 452 mil vagas e na construção civil, 223 mil. Segundo o Ministério do Trabalho, os meses de dezembro são marcados pelo fechamento de vagas. Nesses meses, contribuem para as demissões a entressafra agrícola, o término do ciclo escolar e o fim das festas de fim de ano (em que há muitas contratações). O número de admissões em dezembro foi de 1,3 millhão e o de desligamentos foi de 1,7 milhão - ambos os maiores para o mês. No início do ano, a presidenta Dilma Rousseff disse que em 2012 o governo pretende gerar mais renda, mais emprego e mais crescimento para o País. Na época, disse que o ano começava com o que chamou de "boa notícia", o aumento do salário mínimo de R$ 545 para R$ 622. NO MUNDO O mundo tem hoje 27 milhões de trabalhadores desempregados a mais do que em 2007, quando começou a crise econômica global, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Um relatório da entidade afirma que o mundo enfrenta hoje um "desafio urgente" de criação de empregos. A OIT estima que será necessário gerar 600 milhões empregos ao longo da próxima década, para manter níveis de crescimento sustentável e coesão social. "Depois de três anos de crise contínua em mercados mundiais de trabalho e diante das perspectivas de deterioração da atividade econômica, há um estoque de desemprego mundial de 200 milhões", afirma o documento Tendência Globais de Emprego 2012. Entre 2007 e 2010, a proporção de pessoas empregadas no mundo, em comparação com a população total, teve a maior queda registrada nas estatísticas: de 61,2% para 60,2%. A entidade estima que, ao longo da próxima década, 40 milhões de pessoas entrarão no mercado de trabalho a cada ano. Seria, portanto, necessário gerar 400 milhões de empregos novos para absorver essa massa de trabalhadores, e mais 200 milhões para lidar com o atual estoque de desempregados. A OIT afirma que não basta apenas gerar vagas para os desempregados. É preciso também criar vagas mais dignas para pessoas que já são consideradas hoje empregadas. O relatório indica que 900 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, com renda familiar até US$ 2 por dia, a maioria delas nos países em desenvolvimento. "Apesar de grandes esforços dos governos, a crise de empregos continua inalterada, com um em cada três trabalhadores no mundo - ou cerca de 1,1 bilhão de pessoas - ou desempregada ou vivendo na pobreza", diz o diretor-geral da OIT, o chileno Juan Somavia. "O que se precisa fazer é transformar a geração de empregos na economia real na nossa prioridade número um." A OIT afirma que a recuperação do mercado de trabalho mundial, esboçada em 2009, foi curta, e o mundo já voltou a um cenário negativo. Os mais afetados são os jovens, de acordo com o relatório. Pessoas com idades entre 15 e 24 anos têm três vezes mais chances de estarem desempregadas do que pessoas da população adulta, com 25 anos ou mais.

Edição EDIÇÃO 16965




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