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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 21 de Janeiro de 2006, 14h:20

MARGEN

Frigorífico fecha filial em MS

O grupo Margen, segunda maior empresa frigorífica do Brasil, vai fechar mais uma de suas unidades no país. A filial de Três Lagoas (MS) é a sétima a encerrar as atividades neste ano. Na próxima segunda, 430 funcionários recebem o aviso-prévio. Na primeira semana de janeiro, a empresa anunciou o fechamento de seis unidades em Goiás, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Com o fechamento em Três Lagoas, sobe de 1.810 para 2.240 o número de funcionários que perderão o emprego. Das 17 unidades que a empresa tinha no início do ano, apenas dez continuarão abertas. A empresa vai reduzir o número de abates de 6.000 para 3.000 por mês. O fechamento, segundo o gerente administrativo da Margen, Adalberto José da Silva, é conseqüência da crise na pecuária provocada pela descoberta dos focos de aftosa em Mato Grosso do Sul, em outubro, e da desvalorização do rebanho com a política econômica do governo federal. As sete unidades a serem fechadas, de acordo com o gerente, não têm rendimento suficiente para justificar o funcionamento. "A empresa analisou cada filial e optou por encerrar as atividades onde já não havia lucro para evitar prejuízos altos", afirma Silva. Na semana passada, dirigentes da Margen reuniram-se com representantes do Ministério do Trabalho e solicitaram cartas de crédito do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) para ajudar a escoar a carne, que está impedida de ser exportada para vários países por conta da aftosa. Segundo Adalberto José da Silva, o governo disse que há a possibilidade de repasse de R$ 4 milhões à Margen, mas o valor não estaria disponível ainda. ÚLTIMOS ABATES A três dias da chegada da missão européia a Mato Grosso do Sul, para vistoriar as condições sanitárias das propriedades onde foram detectados os focos de aftosa no ano passado, o governo do Estado, por meio da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), finalmente conseguiu chegar a um acordo na última sexta-feira com José Moacir Turquino, proprietário da Fazenda Bonanza, em Eldorado, para iniciar o abate de 1.075 bovinos. Ficou definido que o governo federal vai disponibilizar 50% dos recursos, e o restante sairá dos cofres estaduais. O total da indenização será de R$ 897 mil.

Edição EDIÇÃO 16968




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