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Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ECONOMIA
Sábado, 06 de Novembro de 2010, 12h:02

CORREIOS

Franquias são mantidas

Até ‘segunda ordem’, 21 unidades em operação no Estado funcionarão normalmente. Porém, nova licitação segue em vias de conclusão

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
As especulações em torno de um possível "apagão postal" – com a suspensão das lojas franqueadas que respondem por cerca de 25% do serviço no país – foram dissipadas depois que o governo federal publicou, no Diário Oficial da União, a Medida Provisória 509 que prorroga por sete meses os contratos de franquias dos Correios, acatando a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e assegurando a continuidade da prestação de serviço à população. Os contratos seriam extintos no próximo dia 10 de novembro, mas liminares concedidas pela Justiça impedem a continuidade do processo de licitação para contratação de franquias. Em Mato Grosso, a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) possui 21 unidades franqueadas e em operação, sendo 12 em Cuiabá, três em Várzea Grande, três em Rondonópolis e as demais em Sinop, Cáceres e Barra do Garças, cada um com uma franquia dos Correios instalada. “Das 21 unidades, temos 17 contratos assinados, duas licitações deserta e duas fracassadas”, explica Edílson Francisco da Silva, gerente de Vendas dos Correios de Mato Grosso. Ele informou que o processo inicial para as licitações no Estado já foi concluído e, no momento, “estamos na fase final do processo licitatório”. Segundo o Ministério das Comunicações, do total de 1,42 mil franquias no país, apenas 227 tiveram os processos de licitação completamente concluídos. Outros 504 pontos estão com licitação em andamento – caso de Mato Grosso - e, em 519 casos, os franqueados conseguiram liminares que suspendem as licitações. A prorrogação dos contratos das franquias atuais torna desnecessária a aplicação do plano de contingência dos Correios, no valor de R$ 426 milhões, que previa 450 novas agências, 3,5 mil guichês de atendimento adicionais, contratação de 5 mil pessoas, locação de 1,3 mil veículos e compra de 5,2 mil equipamentos e móveis. O gerente da ECT, em Mato Grosso, explicou que o número atual de franquias no Estado é suficiente para atender à demanda regional, prestando atendimento concernente aos serviços da ECT, exceto o banco postal. PARECER - Para impedir a suspensão das franquias, o STF usou o argumento da segurança jurídica, dando parecer favorável aos Correios. Isso porque uma lei aprovada em novembro de 2008 dava à estatal o prazo de dois anos para cancelar os contratos com as franquias e abrir licitação. De acordo com o STF, a fixação de prazo para a completa substituição dos contratos atualmente existentes revela-se razoável, tendo em vista a complexidade inerente à realização do procedimento licitatório e à extinção de ajustes que vigoram há quase 20 anos. O STF entende que o fim dos contratos com as franquias dos Correios poderia colocar em risco a "adequada prestação do serviço público, em detrimento de seus usuários”. O Supremo também alega que a decisão do tribunal que concedeu a liminar ao MP representou "violação à ordem pública por ameaçar sem causa legítima a prestação de um serviço público". No mês passado, uma decisão da Justiça Federal determinou que os Correios republiquem o edital de licitação para contratação das agências franqueadas, interrompendo o processo que está em andamento. As franquias fazem parte de um modelo de negócios introduzido pela ECT no início dos anos 90 e alvo de contestações do Tribunal de Contas da União (TCU) desde 1994, que vem cobrando a realização de concorrência pública.

Edição EDIÇÃO 16967




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