Os fiscais federais agropecuários de Mato Grosso decidiram ontem no final da tarde, após a realização de mais uma assembléia da categoria, manter a paralisação. Tanto aqui na sede da Superintendência como nos frigoríficos, somente as atividades essenciais serão atendidas. Vamos manter a mobilização, porém, cumprindo o que prevê a legislação, que é a manutenção da atividade de inspeção e fiscalização em 30%, explica o presidente da Associação dos Fiscais Agropecuários Federais de Mato Grosso (Affama/MT), Joaquim Botaro. A greve foi deflagrada na última segunda-feira. Os fiscais, em assembléia permanente, aguardam os desdobramentos de uma reunião entre representantes da Associação Nacional dos Fiscais Federais Agropecuários (Anffa) e o Ministério do Planejamento marcada para o início da noite de ontem. Dependo do que for acertado, podemos marcar uma nova assembléia e decidir pelo fim da paralisação, por exemplo, ou manter o movimento. Em Brasília, e expectativa era de um acordo. Nova reunião deverá acontecer hoje nos estados. Estão na ativa em Mato Grosso 75 fiscais. Botaro explica que ainda não foi possível mensurar o volume da adesão da categoria no Estado. A idéia do movimento, conforme a Anffa, é realizar uma paralisação por cinco consecutivos de 18 a 22 - e caso não haja respaldo do governo federal às reivindicações, serão marcadas novas paralisações de forma intercalada, definidas pela Comissão Nacional de Negociação. As reivindicações em pauta são as mesmas que levaram à paralisação por três semanas em novembro de 2005, como a reestruturação da categoria e o repasse do passivo aos médicos-veterinários do Mapa. O que se quer é o cumprimento integral dos termos de compromisso assinados pelo governo federal em dezembro de 2005 e que não foram cumpridos. A cobrança é pela aprovação do projeto de reestruturação de carreira e salário. E criação de uma escola de formação de fiscais agropecuários federais e a realização de concurso público para a contratação de novos profissionais, aponta Botaro.