A Federação das Indústrias do Estado também vê um novo cenário para a economia de Mato Grosso nos próximos anos - baseado no perfil da agroindustrialização, mas aponta a logística de transporte como um dos grandes entraves ao desenvolvimento. De acordo com o presidente da entidade, Jandir Milan, Mato Grosso conta com várias alternativas para escoar a sua produção e aumentar a competividade de seus produtos no mercado internacional. Uma das alternativas apontadas pela Fiemt é a saída para o Pacífico. Estamos a dois mil quilômetros do Pacífico (Chile e Peru) e, se utilizarmos esta rota, vamos ter ganhos com frete e poderemos chegar em outros continentes com preços mais competitivos, frisa Outras opções são a utilização da hidrovia Paraguai-Paraná a partir de Cáceres e a BR-163, até ao porto de Santarém. A partir de Cáceres (250 quilômetros ao oeste de Cuiabá) é possível também atingir o Pacífico, via Cáceres/San Mathias/San José/San Ignácio e Santa Cruz de La Sierra. Para viabilizar esta rota, entretanto, é preciso construir 400 quilômetros de asfalo no lado boliviano. Para Jandir Milan, o governo federal poderia assumir a construção do asfaltamento, pois o Brasil será o grande beneficiado com a obra. Com certeza, o retorno que teríamos com a utilização deste novo caminho será bem maior que o custo da construção do asfalto, que não chega a R$ 200 milhões. Ele aponta também a ferrovia como outro importante mecnismo para Mato Grosso escoar seus produtos. A ferrovia encontra-se atualmente parada em Alto Araguaia (450 Km ao sul de Cuiabá), com previsão de chegar em Rondonópolis dentro de dois anos. (MM)