NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

ECONOMIA
Segunda-feira, 24 de Maio de 2010, 20h:57

HOTÉIS

Faltam leitos em Cuiabá e VG

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
O grande número de eventos realizados no mês de maio gerou déficit de leitos nos hotéis da Grande Cuiabá. Os 104 empreendimentos em operação em Cuiabá e Várzea Grande, totalizando 4,328 mil leitos, não foram suficientes para acomodar os 6,5 mil turistas de negócio que “invadiram” a Capital nos últimos dias. Até o final do mês muitos hotéis continuarão lotados e a média atual de ocupação, durante a realização dos Jogos Abertos Brasileiros, que vai até à próxima quarta-feira, passa de 90%. A lotação obrigou as pessoas a buscarem alternativas em outros locais, como alojamentos e até motéis. A própria Polícia Federal não teve onde acomodar os 390 policiais que vieram para realizar as últimas operações, como Asafe e Jurupari. Os agentes tiveram de se ‘hospedar’ em batalhões e quartéis. “Estamos com todos os apartamentos ocupados, não há vagas”, diz uma funcionária do setor de reservas do grupo de hotéis Mato Grosso. Ao todo são 477 apartamentos e 1.097 leitos no Paiaguás, Global, Homat, Palace e Fazenda, todos ocupados até o final da semana. “Além do evento que está sendo realizado em Cuiabá, locamos espaços para reuniões de empresas e treinamentos”, disse. Para a próxima semana, 90% dos apartamentos já estão reservados. “Ano passado foi bom, mas este ano está bem melhor”, avalia. O diretor da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis em Mato Grosso (Abih/MT), Guilherme Verdun, acredita que o setor tenha crescimento acima de 20% nos primeiros cinco meses do ano, em relação a igual período do ano passado. Ele diz que a realização de eventos simultâneos acarreta transtornos para os hotéis, uma vez que os estabelecimentos não conseguem atender. O hotel Diplomata, em Várzea Grande, por exemplo, também ficou lotado nos últimos dias. “Cuiabá não tem um calendário de eventos definido, precisamos organizar as datas para evitar que em uma semana os hotéis estejam completamente lotados e, na outra, fiquem parcialmente ociosos”, critica Verdun. A superlotação, segundo ele, obriga também os hotéis a trabalharem com diária cheia. “Com isso, quem acaba perdendo são os clientes. Se os eventos fossem realizados um de cada uma vez a ocupação ficaria firme e os preços das diárias também seriam menores”. ORGANIZAÇÃO - Renato de Paiva Pereira, do hotel Odara, que está construindo o primeiro empreendimento cinco estrelas de Cuiabá, também acha que está faltando organização por parte dos promotores de evento. “Quando acontecem eventos em uma mesma época, os hotéis não conseguem atender à demanda. A nossa [infra-estrutura hoteleira] não suporta dois grandes congressos ao mesmo tempo”. Segundo ele, somente com mais hotéis é que se poderá dar conta de atender corretamente. “Acredito que com os hotéis que estão em construção atualmente, este déficit não vai mais existir. O problema é que os hotéis podem ficar ociosos no futuro, após a Copa, por exemplo. E isso não é bom para o setor, que precisa de uma movimentação média para se sustentar”. Uma boa média, segundo ele, seria 70% durante o ano todo. Ele diz que o setor hoteleiro está aquecido e tende a se manter em alta com o advento da Copa. “Só ficamos temerosos depois deste evento e com toda a estrutura montada. Será que o mercado comportaria todos os hotéis que estão vindo aí?”. Para ele, a solução seria organizar as datas dos eventos. PÓS-COPA - Em Cuiabá, uma das entidades responsáveis por captar eventos para Mato Grosso é a Fundação Pantanal Convention and Visitors Bureau. Segundo o superintendente da Fundação, Omar Canavarros, para o mês de junho já está agendada a realização da Jornada Centro-Oeste de Radiologia e, para agosto, outros eventos deverão movimentar os hotéis de Cuiabá. Em apenas um deles – o Encontro Nacional de Engenheiros Agrônomos e Arquitetos – serão mais de três mil pessoas. A expectativa é de que pelo menos 33 mil pessoas visitem Cuiabá até o final do ano. Com relação à organização das datas dos eventos, Canavarros diz que é quase impossível impedir a coincidência de datas, já que os eventos são nacionais e têm datas marcadas com antecedência por instituições e outras entidades promotoras. “Foge ao nosso controle”, justifica.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL