NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Terça-feira, 23 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quinta-feira, 29 de Junho de 2006, 20h:42

FOMENTO MERCANTIL

Factorings movimentaram R$ 52 bilhões em 2005

As atividades de fomento mercantil movimentaram R$ 52 bilhões em 2005 e têm projeção de crescer 10% este ano com a expansão das empresas de factorings em todo o país. Os números foram divulgados ontem em Cuiabá pelo presidente da Associação Nacional das Sociedades de Fomento Mercantil – Factoring (Anfac), Luiz Lemos Leite. Em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, a estimativa é de que as factorings tenham movimentado algo em torno de R$ 3,5 milhões no ano passado. São 200 empresas de fomento mercantil, com uma carteira de 3 mil clientes, de acordo com o Sindicato das Empresas de Factorings de Mato Grosso (Sinfac). Para 2006, as operações no Estado podem chegar próximo de R$ 4 milhões, segundo a presidente da entidade, Paula Carvalho Leite. “O mercado ficou abalado com a crise do agronegócio, mas é nesta hora que a área de fomento tem papel relevante no sentido de socorrer as empresas e impulsionar a economia regional”, diz ela. Para o presidente da Anfac, Luiz Lemos, a expectativa é de que a atividade mercantil continue crescendo a um ritmo de 10% ao ano e alavancando as empresas que necessitam de fomento para trabalhar e gerar empregos, “independente de crises”. Lemos veio a Cuiabá para participar do 1o Workshop Regional de Fomento Mercantil, que discutiu a atual conjuntura econômica do país e abordou aspectos jurídicos, técnicos, operacionais e mercadológicos do setor. Ele informou que, no primeiro semestre do ano, o setor movimentou no país cerca de R$ 25 bilhões. “Vamos ultrapassar os números de 2004”, prevê, destacando que as factorings desempenham “função sócio-econômica relevante no país, garantindo a sobrevivência de empresas clientes que optaram pelo sistema por causa das vantagens comparativas em relação ao sistema bancário tradicional”. No Brasil, são mais de 800 empresas filiadas à entidade, que atendem a uma carteira de aproximadamente 110 mil empresas clientes. “Acreditamos, contudo, que existam mais de duas mil empresas operando nesta área. E o nosso propósito é justamente trazer estas empresas para a Anfac para que todas possam atuar de forma regular e de acordo com as normas do fomento mercantil”. Do universo de 4,5 milhões de empresas existentes no Brasil, pelo menos 4 milhões delas precisam de fomento para viabilizar seus negócios e gerar mais empregos. “A nossa meta é atingir pelo menos 10% deste total (400 mil empresas) nos próximos cinco anos”, estima. Lemos lembra que o setor assegurou em 2005 a manutenção de mais de 2 milhões de empregos diretos e indiretos, propiciando vantagens econômicas para as empresas que necessitam de fomento mercantil para fazer capital de giro e expandir seu negócio. Um dos exemplos é o caso da Bombril e Teca, que precisam de capital para aquisição de matérias-primas, mas o mercado achava arriscado investir. “As factorings se uniram e salvaram essas duas grandes empresas do País”, aponta Paula. O papel socioeconômico do fomento mercantil é, na avaliação do presidente da Anfac, um dos aspectos mais relevantes da atividade no País. Pequenos, micros e até médias empresas enfrentam dificuldades de gestão e de liquidez, exatamente a base dos serviços prestados, em larga escala, pelas sociedades de fomento. “O trabalho é caracterizado pela agilidade e ausência de burocracia”, destaca Luiz Lemos. Segundo ele, gestão deficiente e falta de liquidez são os principais fatores que levam ao fechamento de empresas antes de completar cinco anos de atividade. “O fomento, um dos instrumentos capazes de mudar esse quadro, tem crescido ininterruptamente nos últimos 15 anos, qualquer que tenha sido o quadro econômico neste período. Atende a um expressivo número de empresas, mas ainda tem um vasto campo a conquistar entre os mais de quatro milhões de empreendimentos do país”, reforça o presidente da Anfac. (MM)

Edição EDIÇÃO 16967




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL