ECONOMIA
Quarta-feira, 08 de Dezembro de 2010, 20h:30
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CIMENTO
Estado será superavitário na produção com nova planta
Votorantim lançou ontem a pedra fundamental da Unidade Cuiabá que fica pronta em 20 meses
MARIANNA PERES
Da Editoria
A Votorantim Cimentos lançou ontem a pedra fundamental de sua segunda unidade de produção em Mato Grosso. O investimento de R$ 390 milhões faz parte de um projeto global de expansão no país que prevê aportes de R$ 5 bilhões que serão injetados até 2013. A nova planta da Votorantim no Estado está localizada entre os distritos da Guia e Aguaçu, em Cuiabá e deverá estar em funcionamento em agosto de 2012. Mato Grosso é um dos poucos estados brasileiros em que o Grupo possui mais de uma unidade de produção de cimento. Na década de 80 foi inaugurada a planta de Nobres (146 quilômetros ao norte de Cuiabá). Durante a cerimônia, que contou com o governador do Estado, Silval Barbosa, o presidente da empresa, Walter Schalka, afirmou que com a produção da nova unidade somada a da planta de Nobres, o Estado estará ofertando anualmente 2,5 milhões de toneladas do cimento da marca Itaú ao mercado local e ao vizinho Mato Grosso do Sul a partir de 2012. Com capacidade para produzir cerca de 1,2 milhão de toneladas de cimento por ano, a unidade Cuiabá como é chamada - irá dobrar a capacidade de fornecimento de cimento no Estado. Após ampliar a produção em 30% no ano passado, a unidade de Nobres oferta ao ano 1,3 milhão de t. Ainda hoje, o abastecimento ao Estado é deficitário, pois temos uma produção aquém da demanda em torno de 1,6 milhão t ao ano, frisa Schalka. Como frisa o diretor comercial da Votorantim, Marcelo Chamma, há um déficit de abastecimento no Estado na ordem de 20 mil sacas ao dia, produto atualmente trazido pela Votorantim de sua indústria em Minas Gerais. Questionado sobre uma possível redução de preços ao consumidor final após a oferta da produção da unidade Cuiabá Chamma diz ser ainda cedo para se fazer esta avaliação. O governador Silval Barbosa disse que já está na hora de a Votorantim pensar na ampliação da planta que ainda nem está em construção. De forma descontraída, o governador lembrou que atualmente o consumo no Estado sem as obras de grande porte que virão em função de Cuiabá ser um das sedes da Copa do Mundo de 2014 está em cerca de 1,6 milhão. Quando essa unidade entrar em funcionamento, em cerca de 20 meses, os 2,5 milhões de toneladas poderão estar no limite para o equilíbrio do mercado local. Conforme reforça Schalka, a construção da nova fábrica faz parte do projeto da empresa para atender à crescente demanda, à descentralização e a interiorização do consumo de cimento no País. O principal insumo da construção é tido como um produto barato e por isso a produção deve atender à demanda local. Até o final de 2013 a empresa terá aumentado sua atual capacidade de produção de 27 para 42 milhões de toneladas por ano. Em Mato Grosso, por exemplo, de 2007 a 2010, a Votorantim duplicou a produção no Estado, além de eliminar a ociosidade da indústria de Nobres, ampliou em mais 30% a capacidade de produção. PLANO - Em novembro do ano passado, a Votorantim conclui a ampliação de Nobres, obras que demandaram investimentos de R$ 86 milhões. De 2009 a 2012, a empresa líder nacional na produção de cimento, com 40% de participação no mercado terá injetado no Estado quase meio bilhão de reais (R$ 476 milhões, sendo R$ 390 milhões para unidade Cuiabá e R$ 86 milhões na unidade de Nobres). Com o lançamento de ontem, a Votorantim Cimentos consolida o maior investimento na história da empresa: são R$ 5 bilhões em 22 novas fábricas, no período de 2007 a 2013. Ao final de 2013, a empresa terá 35 fábricas de cimento no País, com destacada atuação em todas as regiões. Nosso plano de expansão tem como meta se antecipar à demanda. Implantar uma nova unidade em Mato Grosso já estava nos nossos planos e há cerca de um ano o projeto ganhou força. LUCRO - Em 2009, a Votorantim obteve receita líquida de R$ 7,4 bilhões, EBITDA (geração líquida de caixa) de R$ 2,6 bilhões e investimento (CAPEX) de R$ 700 milhões. Conforme Schalka, a previsão para 2010 era de crescer 6%, porém, após a consolidação de alguns projetos, a empresa reviu para cima as projeções e acredita em percentual de 10% sobre o realizado no ano passado.