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ECONOMIA
Quarta-feira, 20 de Agosto de 2008, 20h:29

EXDPORTAÇÕESEXDPORTAÇÕES

Estado aguarda cessão de área no porto de Santos, pela Codesp

Espaço alfandegado no maior porto do País traz agilidade e aumenta chancela estadual

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
O secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, informou ontem que o governo estadual só aguarda a cessão de uma área pela Companhia de Desenvolvimento de Portos de São Paulo (Codesp) para implantar o espaço alfandegado de Mato Grosso no Porto de Santos (SP). O governo deverá abrir processo licitatório para a exploração da área por meio de concessão à iniciativa privada. Com o espaço, os exportadores mato-grossenses esperam agilizar o processo aduaneiro, bem como aumentar o saldo balança comercial do Estado. “Atualmente, muitos produtos saem de Mato Grosso carimbados e com documentos de outros estados. Ou seja, nós produzimos, mas quem acaba contabilizando a operação é outro Estado. Com a área alfandegada, vamos corrigir estas distorções e desburocratizar o procedimento de exportação, principalmente”, afirma o diretor da Estação Aduaneira do Interior (Porto Seco), Francisco de Almeida. A área alfandegada deverá funcionar em um espaço de 10 mil metros quadrados, no Porto de Santos. Almeida acredita que os produtos mais beneficiados com a implantação da área serão algodão, madeira, couro e carnes. “Estamos aguardando o novo presidente da Codesp tomar posse para termos uma definição sobre a liberação da área. Os técnicos da Companhia já fizeram estudos sobre o potencial técnico e econômico do Estado e o resultado foi altamente favorável. A Codesp tem grande interesse em ceder a área para Mato Grosso ampliar suas exportações através daquele porto”. Francisco Almeida afirmou que com o projeto os exportadores terão uma redução de 20% nos custos de logística. “Ao invés dos containers com produtos importados - que chegam ao Porto Seco - voltarem vazios, eles vão retornar cheios para São Paulo. Com isso teremos um ganho considerável nos custos dos transportes”. A idéia, segundo o secretário de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, é sair com os containers alfandegados de Mato Grosso e chegar ao Porto de Santos com a mercadoria pronta para embarque. Lembra que desta forma os produtos que chegam a ficar até 20 dias “encalhados” no Porto de Santos, poderão embarcar em até 24 horas e sair direto para o navio, sem perda de tempo para importadores e exportadores. “Acreditamos que a área de Mato Grosso no Porto de Santos estará funcionando ainda este ano”, prevê. COMÉRCIO EXTERIOR – Pedro Nadaf informou que o governo estadual já instalou o Conselho Permanente de Exportação de Mato Grosso (Cpex-MT), que irá discutir e definir diretrizes relativas às políticas de comércio exterior do Estado. O presidente do Cpex é o governador Blairo Maggi, para quem o Conselho deve se antecipar a possíveis problemas para a economia do Estado, como barreiras alfandegárias, sanitárias e ambientais. “O Conselho tem de conversar com os empresários que realizam exportações, propor mudanças nas políticas voltadas para o setor e ainda trazer mais pessoas, pequenos empresários e indústrias para as relações comerciais. A exportação não é feita só para quem é grande, o mundo é de todos e está aberto”. Para o presidente em exercício da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), Jandir Milan, o Cpex será muito interessante para o Estado, uma vez que a exportação de agronegócio já está consolidada e, agora, os micros e pequenos empresários irão contar com mais apoio do governo. “Esse incentivo irá aumentar ainda mais nossa exportação que, neste ano, está chegando a R$ 7 bilhões”, afirmou Milan. PORTO DE SANTOS – O maior porto em movimentação de mercadorias do País registrou o mês de julho uma arrecadação recorde de R$ 1,007 bilhão. O número é 49,5% maior que o valor arrecadado em julho de 2007. O recorde anterior era de maio deste ano (R$ 931 milhões). A Receita Federal atribui o resultado à "eficiência e eficácia do trabalho desempenhado pelos servidores da alfândega santista", principalmente no combate à fraude de valor e às falsas declarações de conteúdo.

Edição EDIÇÃO 16962




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