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Cuiabá MT, Quarta-feira, 24 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012, 20h:26

BRASIL

Equipe econômica reduz para 4,5% previsão ao próximo ano

Mesmo revisando para baixo, Mantega afirma que os números são ousados

2013. A projeção está no Projeto de Lei do Orçamento Geral da União encaminhado ontem ao Congresso Nacional. Anteriormente, a equipe econômica projetava expansão de 5,5% para o próximo ano, número que constava da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a estimativa de expansão da economia é arrojada ao se levar em consideração a crise econômica internacional. “Nossas previsões estão na contramão da economia mundial, que está e continuará em crise. Estamos sendo ousados em estimar um PIB de 4,5%”, declarou o ministro. O projeto do orçamento estima que a inflação oficial pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingirá 4,5% em 2013, exatamente no centro da meta. O salário mínimo será de R$ 670,95, significando reajuste de 7,9%. Por lei, o salário mínimo é reajustado pela inflação do ano anterior mais a variação do PIB de dois anos antes. O superávit primário (economia de recursos para pagar os juros da dívida pública) totalizará R$ 155,9 bilhões (3,1% do PIB) para a União, estados e municípios. Desse total, R$ 108,1 bilhões (2,2% do PIB) caberão ao Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), mas até R$ 25 bilhões de gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderão ser abatidos da meta. Esse mecanismo, no entanto, não tem sido usado desde o ano passado. De acordo com o orçamento, as receitas líquidas do governo federal para o próximo ano totalizarão R$ 1,026 trilhão, 12,6% a mais que em 2012. As despesas primárias aumentarão 12,3% e somarão R$ 943,4 bilhões. No próximo ano, a equipe econômica projeta gastar R$ 52,2 bilhões com o PAC e o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, alta de 22,8% em relação a este ano. INVESTIMENTOS - Apesar da previsão de aumento de investimentos federais para o próximo ano, o país só deverá alcançar a meta de investir 24% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 ou 2016, admitiu Mantega. A taxa de investimento compara os investimentos públicos e privados com o que a economia do país produz. De acordo com o ministro, a meta de 24% era anunciada para 2010, mas o agravamento da crise econômica internacional fez a taxa de investimentos crescer menos que o previsto em 2011 e neste ano. “Imaginávamos que alcançaríamos essa taxa em 2010, mas houve um recrudescimento da crise internacional, que prejudicou o desempenho dos investimentos em 2011 e 2012. Teremos de postergar essa meta para 2015 ou 2016, mas o governo continuará a seguir a taxa mais elevada”, disse Mantega. O ministro destacou que o governo está trabalhando para reverter a recaída, com a ampliação dos investimentos diretos da União e medidas de estímulo ao investimento privado. Entre as ações, ele citou os projetos de infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os projetos habitacionais do Minha Casa, Minha Vida e o programa de concessão de rodovias e ferrovias, lançado na semana passada.

Edição EDIÇÃO 16969




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