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ECONOMIA
Quarta-feira, 27 de Junho de 2007, 20h:26

Entidades defendem juros menores

Além da ampliação de recursos para investimentos e custeio, o setor agrícola espera que o novo Plano de Safra contemple também a redução das taxas de juros, principal reivindicação dos agricultores mato-grossenses. “Precisamos baixar as taxas para estimularmos o aumento da produção. Do jeito que está o produtor não está suportando e, com isso, vem acumulando endividamento e perda de renda ano após ano”, critica o presidente da Federação da Agricultura do Estado (Famato), deputado Homero Pereira. O presidente da Associação dos Produtores de Soja do Estado (Aprosoja), Rui Ottoni do Prado, diz que o setor espera por uma redução das taxas nesta safra. “O ministro [Reinhold Stephanes, da Agricultura] já concordou em baixar os juros. Mas é preciso que as taxas sejam compatíveis”. O setor agrícola defende uma redução na taxa – de 8,75% para 4,5% -, mas o governo acena com um corte de um a dois pontos porcentuais (6,5% a 7,5%). O argumento do presidente da Famato, Homero Pereira, é de que o juro deveria acompanhar a tendência de queda Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que, de junho de 1997 até junho de 2007, teve variação negativa de 44,15%. LIMITES – Homero Pereira defende também a ampliação dos limites individuais para empréstimos. “Sem a ampliação dos limites, os produtores ficam obrigados a captar recursos “mixados” de outras fontes ou de empresas multinacionais, o que torna o crédito ainda mais oneroso”. Segundo ele, o novo Plano de Safra também aumentará os limites individuais de financiamento e os preços mínimos de alguns produtos este ano. O presidente da Aprosoja, Rui do Prado, propõe a criação de uma política agrícola voltada para a recuperação da renda do produtor rural. “Gostaríamos que o governo implantasse uma política agrícola com mais foco na renda do que no crédito. O crédito é importante para a agricultura, mas o produtor precisa de renda. E isso ele só conseguirá com uma melhor logística, juros mais baixos, desoneração fiscal em alguns insumos da cadeia e seguro rural com maior cobertura”, frisou Rui.(MM)

Edição EDIÇÃO 16968




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