ECONOMIA
Quinta-feira, 17 de Julho de 2014, 21h:12
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SELIC/REPERCUSSÃO
Entidades apoiam a manutenção da taxa
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) achou acertada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a Selic, taxa básica de juros da economia, em 11% ao ano. De acordo com nota emitida pela entidade logo após o anúncio na noite da última quarta-feira, a decisão evita o aprofundamento dos obstáculos enfrentados pela economia brasileira. Para a CNI, uma eventual alta dos juros, com majoração do custo de financiamento de projetos de investimento industrial e de crédito ao consumo, agravaria as dificuldades da atividade produtiva. A instituição reconhece a aceleração da inflação, mas destaca que os indicadores mostram um cenário de atividade econômica desaquecida. A produção industrial, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), caiu pelo terceiro mês consecutivo em maio, diz o comunicado, que ressalta a redução nas expectativas de mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e riquezas produzidos no país). O último boletim Focus, pesquisa semanal com projeções de instituições financeiras, prevê alta de 1,05% para o indicador em 2014. Para a CNI, dado o desaquecimento, as iniciativas para controle da inflação devem se valer de outros instrumentos que não a política monetária. É crucial que a decisão de manter juros estáveis seja acompanhada de medidas fiscais menos expansionistas e de maior foco na manutenção de investimentos públicos. Sem uma ação coordenada, corre-se o risco de um cenário ainda mais preocupante: crescimento próximo a zero e inflação acima da meta, conclui a instituição. A Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio/RJ) também se posicionou sobre a manutenção da taxa Selic. Segundo nota divulgada pela entidade, a decisão do Copom é compatível com a conjuntura econômica doméstica. No entanto, para a Fecomércio/RJ, o país passou a conviver com viés desfavorável na condução da política fiscal, o que acabou por onerar ainda mais o já elevado custo país e a engessar empresários e concorrência com importados. Para a entidade, o cenário gera crescimento baixo, inflação mais forte, arrefecimento do consumo e da geração de emprego. De acordo com a nota, é necessário analisar com cautela e profundidade as reais causas das recentes pressões inflacionárias, já que tomar os juros como único instrumento para conter a inflação gera impactos sobre empresários de menor porte e consumidores. A Fecomércio-RJ defende a reforma tributária como uma das ações necessárias para mudança do quadro.