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ECONOMIA
Sexta-feira, 31 de Agosto de 2012, 21h:45

FUNDAÇÃO MT

Entidade preocupada com a ferrugem

A grande população de soja guaxa (ou tiguera, aquela que nasce de grãos perdidos na colheita anterior) com inóculos do fungo causador da principal doença da sojicultora passou a ser a maior ameaça da safra 2012/13 que começa a ser plantada no Estado em cerca de 15 dias. O fungo vivo da doença que impõe sérias perdas de produtividade e aumento de custo de produção foi detectada em várias regiões produtoras do grão em Mato Grosso. Descuido por parte de alguns produtores e o clima contribuíram para que a as plantas guaxas se desenvolvessem nos entornos das fazendas e às margens das rodovias. Este cenário é, de acordo com Fabiano Siqueri, pesquisador da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, muito preocupante. “Foram muitos os esporos da ferrugem detectados em todo o Estado. Sendo assim, todo o cuidado com a ferrugem na próxima safra será pouco. Produtor que não quer ter novamente prejuízos por causa deste terrível inimigo da lavoura, não pode subestimar a ameaça da doença na próxima safra. Além disso, o clima indica fortemente que a ferrugem pode chegar mais cedo e mais virulenta”, adverte. O alerta de Siqueri é para toda a classe produtora local, mas principalmente para as regiões de Dom Aquino, Campo Verde, Primavera do Leste e o sul de Nova Mutum, onde foi encontrado o maior número de plantas contaminadas pela ferrugem. Siqueri explica que o fungo, Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem da soja, dissemina-se facilmente pelo vento e em condições climáticas favoráveis. Monitoramento local e regional, aplicação com produtos eficientes e na hora exata são as principais ferramentas que produtor e equipe devem fazer para controlar a ferrugem. Siqueri reforça a importância do manejo adequado das doenças com destaque para ferrugem.

Edição EDIÇÃO 16962




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