ECONOMIA
Terça-feira, 08 de Fevereiro de 2011, 20h:15
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TERMELÉTRICA DE CUIABÁ
Entendimento garante reativação
O governo do Estado de Mato Grosso chegou a um entendimento, ontem, sobre a decisão do fornecimento de gás natural proveniente da Bolívia pela Petrobras. Em audiência no fim da manhã com o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, em Brasília, o governador Silval Barbosa conseguiu a garantia da formalização de um contrato, em fase de elaboração de minuta, por meio da diretoria de Gás e Energia da Petrobrás e a estatal boliviana. Segundo o governador Silval Barbosa, a previsão é de que em três meses reassumam o fornecimento que retoma o serviço e reativem assim a Usina Termelétrica Governador Mário Covas, que funciona a partir do gás natural e tem capacidade de geração de 480 MW, o que ajudará todo o sistema de distribuição de energia, além de estabilizar o sistema da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (Baixada Cuiabana), conforme analisou Silval Barbosa. RETOMADA Desde 2009 o governo de Mato Grosso vem tentando junto ao Ministério de Minas e Energia e à Petrobras a retomada das operações da termelétrica, que em operação representa 70% da demanda de energia do Estado. As dificuldades na operação da usina começaram com o processo de nacionalização das reservas de gás boliviano que suspendeu os contratos existentes entre a Pantanal Energia, a operadora da termelétrica e a produtora de gás na Bolívia, a YPF. A audiência foi acompanhada pelo secretário de Estado de Indústria, Comércio, Mineração e Energia, Pedro Nadaf; o diretor-presidente da Pantanal Energia, Fábio Garcia; o secretário-chefe da Casa Civil, Eder Moraes, secretário de Estado das Cidades, Ernandy (Nico) Baracat; senadores da bancada mato-grossenses Blairo Maggi e Jayme Campos, e deputados também da bancada de Mato Grosso, Carlos Bezerra, Valtenir Pereira, Wellington Fagundes e Júlio Campos. PRODUTORES O governador Silval Barbosa apresentou, ontem, ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, as preocupações do governo de Mato Grosso quanto à dificuldade dos produtores mato-grossenses em quitar dívidas contraídas até 2006 com instituições financeiras do País. O chefe do Executivo estadual de Mato Grosso saiu satisfeito com os resultados da audiência com o ministro Rossi, que disse saber da luta do governo na defesa da agricultura e por isso fará um esforço para atender à demanda do governo do estado de Mato Grosso. O ministro Wagner Rossi garantiu que novas análises serão feitas junto aos bancos para ver as condições das dívidas "para aqueles que estiverem em situação especial". NÚMEROS O endividamento dos produtores mato-grossenses chega a quase R$ 2 bilhões, que já resultaram pelo menos em mil ações judiciais, inclusive com a apreensão de maquinários, conforme a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). "Está muito difícil para os produtores honrarem suas dívidas. Nós precisamos dar o suporte. Não podemos pensar em correr o risco desses produtores deixarem de produzir, por falta de custeio na agricultura", argumentou Silval Barbosa.