ECONOMIA
Sexta-feira, 15 de Junho de 2007, 20h:52
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TRILHOS
Engenheiros projetam ferrovia para 2015
FRANCIELLE MEZADRI
Da Reportagem/Sorriso
Produtores, empresários e políticos de Sorriso e região participaram na noite da última quinta-feira, de uma discussão sobre o traçado da Ferrovia Setentrional. Estudos de implantação e viabilidade deste modal foram apresentados por engenheiros que fazem parte do Projeto Brasil Central, desenvolvido pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Universidade Federal de Santa Catarina. O estudo de prevê além do projeto do traçado, um prazo para implantação desta obra na região. Segundo o engenheiro civil André Ricardo Hadlich, dentre os cenários previstos no projeto, a ferrovia poderia ser implantada em 2015. Apesar de sabermos que é um tanto utópico essa data, realizamos todo o projeto com base nesse ano, anuncia lembrando que esta implantação depende diretamente de interesses políticos, econômicos e ambientais. De acordo com dados levantados em nível mundial, o custo de implantação de uma ferrovia pode chegar a US$ 1 milhão por quilômetro. Mas, o custo pode diminuir em regiões onde as condições de relevo são mais favoráveis. Neste caso, o orçamento para o Estado fica entre US$ 300 mil e US$ 400 mil. REGIÃO Segundo o doutor em engenharia de produção na área de logística de transportes, Eldemir Pereira de Oliveira, a implantação da Ferrovia Setentrional, com ramal na região de Sorriso (460 quilômetros ao médio norte de Cuiabá) e Lucas do Rio Verde (360 quilômetros ao médio norte de Cuiabá), faz parte dos estudos de viabilidade que integram o Projeto Brasil Central. Esta ferrovia apresenta uma solução logística de grande interesse para a região, defende o engenheiro, lembrando que o projeto também contempla estudos de viabilidade e apresentação de soluções para o transporte rodoviário, como no caso das rodovias MT-242 e BR-163 que estão incluídas no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). Se viabilizado, este projeto trará grandes benefícios para os produtores da região, acredita. Conforme demonstraram os engenheiros, a produção agrícola dos 11 estados brasileiros incluídos no projeto Brasil Central vem crescendo vertiginosamente. Juntos, eles representam 19% do PIB brasileiro e detêm 65% da produção nacional de grãos. Hadlich explica que o potencial de crescimento da produção agrícola gera uma preocupação com relação às condições atuais de transporte e logística da região. Um caminhão precisa se deslocar cerca de 2 mil quilômetros para transportar soja até o porto. Seria uma grande diferença viajar apenas 20 quilômetros até o ponto de uma ferrovia.