ECONOMIA
Segunda-feira, 21 de Junho de 2010, 21h:21
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CARTEIRA ASSINADA
Emprego volta a crescer no país e deve bater recorde
CÉLIA FROUFE
Da Agência Estado Brasília
Embalado pela Copa do Mundo, a proximidade das eleições e a nova safra de grãos, o mercado de trabalho brasileiro deverá ter, em junho, o maior saldo de vagas com carteira assinada de sua história. A projeção do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, feita ontem para este mês é de geração próxima a 320 mil postos formais. Até então, o recorde foi verificado em junho de 2008, de 309 mil vagas. "Vamos viver o melhor junho da história", previu. Em maio, o saldo de 298.041 mil postos bateu recorde para o mês. Pelos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram admitidas formalmente 1,693 milhão de pessoas no mês passado. No mesmo período, 1,395 milhão de trabalhadores foram desligados. O Sudeste foi a região do País que contou com a maior geração de empregos, um total de 189,5 mil vagas em maio. Isoladamente, São Paulo foi o Estado que gerou a maior contribuição para o mercado de trabalho no mês passado, totalizando 98,6 mil novos postos de trabalho com carteira assinada. De janeiro a maio o estado acumula 475,5 mil vagas criadas. De acordo com o Caged, a expansão do emprego foi verificada em todas as regiões do País. No Nordeste (45,8 mil postos), no Sul (34,1 mil postos) e no Norte (11,9 mil postos), os resultados foram recordes para o mês. No Centro-Oeste foram gerados no período 16,7 mil postos de trabalho. Com os dados de hoje, houve crescimento do emprego com registro nos primeiros cinco meses do ano. Esta é uma marca inédita para o País, de acordo com o Ministério. De janeiro a maio de 2010, o número de vagas criadas - já descontadas as demissões - chegou a 1,260 milhão de pessoas. "Já atingimos metade da meta", comemorou o ministro. No início de 2010, ele previa que fossem criadas 2 milhões de vagas de trabalho este ano. Nas véspera do Dia do Trabalho, Lupi ampliou seu objetivo para 2,5 milhões de postos em 2010. O ministro ressaltou que, nos últimos 12 meses até maio, foram criadas mais de 2 milhões de vagas. Além disso, salientou que, desde o início do governo Lula, em 2003, foram gerados 13.013 131 postos de trabalho. "Minha previsão continua a de que mais de 15 milhões de empregos formais serão gerados desde início do governo Lula", reforçou. Ele brincou ainda com a possibilidade de o Brasil ganhar a Copa do Mundo. "Se o Brasil for campeão, refaço a previsão (para o saldo de empregos formais a serem criados em 2010)", disse. Nos dados específicos de maio, houve crescimento do emprego nos 25 subsetores avaliados pelo Caged. Deste total, 14 deles tiveram os melhores saldos de suas histórias. O setor de Serviços foi o que chamou mais atenção, com a criação de mais de 86,1 mil vagas. Este resultado, de acordo com o Ministério, foi 49% melhor do que o recorde verificado no mesmo mês de 2005 (57,6 mil postos de trabalho). O setor agrícola também mereceu destaque ao apresentar a maior taxa de crescimento no mês entre todos os setores analisados. A geração de 62,2 mil vagas no campo foi atribuída a fatores sazonais, como época de cultivo de café, frutas cítricas e cana-de-açúcar.