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ECONOMIA
Quinta-feira, 13 de Março de 2014, 21h:42

VEÍCULOS 0-KM

Emplacamentos encolhem em fevereiro

Em fevereiro, Mato Grosso emplacou 8.757 novos veículos, segundo o balanço mensal da Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores de Mato Grosso (Fenabrave/MT). Em relação ao mês anterior, as vendas diminuíram 11,9%, porém na comparação com o mesmo período de 2013, o setor cresceu 12,9%. Segundo o presidente da Fenabrave/MT, Manoel Guedes, os baixos índices registrados em fevereiro são comuns, principalmente por ser um mês mais curto. Porém, não é motivo para preocupação por parte dos concessionários. “As vendas de janeiro foram impulsionadas pelo restante do estoque com baixo IPI. O menor resultado de fevereiro reflete essa antecipação de compra, mas as marcas sempre inovam com condições, campanhas, bônus, entre outros benefícios que contribuem para o aumento das vendas”, completou. O segmento de automóveis apresentou grande retração de 27,1% em relação ao mês de janeiro. Foram 2.865 emplacamentos em fevereiro contra 3.934 em janeiro. Já em relação ao mesmo período de 2013, a alta foi de 2,1%. Manoel Guedes explica que o baixo desempenho do segmento em Mato Grosso foi maior do que no Brasil, que apresentou queda de 19,8%. Ele atribui tal índice a algumas dificuldades enfrentadas, principalmente no Estado. “A grande quantidade de chuvas, as obras para a realização da Copa em Cuiabá, que continuam prejudicando o acesso aos concessionários, são alguns dos problemas enfrentados pelo segmento”, afirmou. Já o segmento de caminhões seguiu a tendência dos meses anteriores e cresceu mais 4% em relação a janeiro. “Além do escoamento da safra de soja, o segmento está sendo beneficiado pelos financiamentos bastante atrativos do BNDES, facilitando não só a substituição, mas o aumento da frota em alguns casos”, disse Guedes. O segmento de motos registrou 4.002 unidades emplacadas em fevereiro e manteve-se praticamente estável em relação a janeiro. Mas comparado ao mesmo período de 2013, o aumento foi de 21,6%. “Mesmo com inadimplência e as financeiras sendo mais rígidas na análise de crédito, a moto ainda é para boa parte da população, o meio de transporte mais acessível e econômico”, completou Manoel Guedes.

Edição EDIÇÃO 16962




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