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Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quarta-feira, 22 de Maio de 2013, 20h:52

ETANOL

Diferença acima de R$ 0,20

Mercado segue favorecendo consumidor que encontra em uma mesma avenida preços que variam entre R$ 1,89, R$ 1,79 a R$ 1,69/litro

MARIANNA PERES
Da Editoria
Desde março, o consumidor cuiabano e várzea-grandense tem observado que a diferença de preços no litro do etanol hidratado de um posto revendedor para o outro está acima dos níveis observados no histórico das duas cidades. Intervalos mínimos de R$ 0,01 a no máximo R$ 0,10, deram lugar para até R$ 0,42 e atualmente estão em R$ 0,24 por litro. A diferença registrada pelo Diário há quase dois meses gerava uma economia por ‘tanqueada’ de até R$ 21, comparando o preço máximo e mínimo da época, R$ 2,19 e R$ 1,77, respectivamente. Além da margem entre os preços na bomba, a diferença pode ser encontrada em regiões centrais da cidade, inclusive na mesma avenida, como é o caso da Rubens de Mendonça. Nessa via, também conhecida como Avenida do CPA, rota de centenas de pessoas diariamente, o motorista mais atento vai perceber que ainda existem postos bandeirados, como os da Petrobras, com o litro a R$ 1,89 e R$ 1,79, bem como postos de bandeira branca, ofertando o combustível por R$ 1,69, uma diferença de R$ 0,20, isso considerando apenas o trecho entre o cruzamento com a Mato Grosso e a entrada do Canjica. Em outros revendedores da cidade o litro do hidratado está afixado em R$ 1,68 e até R$ 1,65. Até o ano passado, por exemplo, economias significativas por litro só eram vistas em postos localizados em pontos mais extremos das duas cidades, como no Distrito Industrial de Cuiabá e na região da rodovia Mário Andreazza, em Várzea Grande, descolamento que para muitos minava a economia. Um frentista que trabalha na Avenida Rubens de Mendonça, e pediu anonimato, explicou que a queda dos últimos dias foi, no caso do seu posto, uma decisão do patrão, ou seja, motivada pelo contexto da concorrência e necessidade de ampliar o fluxo de caixa. “Ainda com essa redução há ganho de R$ 0,09 por litro, um retorno considerável”. Com a experiência de alguns anos na profissão, ele acredita que novas baixas virão. “Os postos vão a um limite meio maluco às vezes para acompanhar a concorrência e por isso é provável que possam reduzir mais alguns centavos, mesmo porque com a colheita da cana iniciada, os preços na usina devem reduzir”.

Edição EDIÇÃO 16962




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