NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 13 de Junho de 2026

ECONOMIA
Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010, 18h:42

CAGED

Desempenho ruim se repete

Geração formal de empregos no Estado encolhe 24,12% em relação a agosto do ano passado e revela o pior resultado em três anos

MARIANNA PERES
Da Editoria
O nível de empregabilidade, em Mato Grosso, reduziu em agosto, repetindo o desempenho já observado em julho conforme mostra o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que divulgou ontem dados referentes ao mercado celetista, com carteira assinada. Na comparação entre os números de agosto deste ano contra o mesmo período de 2009, a redução na oferta é de 24,12%. No mês passado o saldo de novas vagas – diferença entre admissões e demissões – somou 2.277 vagas, enquanto que em agosto de 2009 somava 3.001. A agropecuária, em plena entressafra, foi o segmento que mais demitiu em agosto, fechando o mês em desequilíbrio, -225 vagas, ou seja, contratou 5.371 trabalhadores e demitiu 5.596. Apesar da performance pontual negativa, o segmento acumula nos oito primeiros meses deste ano crescimento de 11,13% na comparação com o acumulado de 2009. No período em análise a agropecuária abriu 57.079 novas frentes de trabalho e demitiu 47.876, saldo de 9.203 vagas. Os trabalhos no campo na safra 09/10, no Estado, acabaram de ser encerrados com o fim da colheita do algodão e a entressafra tradicional se reflete no Caged, ao reduzir o fluxo de contratações no setor. “As contratações terão início neste mês, com o cultivo da nova temporada de soja, e vão aumentar de forma gradual. Agosto é sempre marcado pela entressafra”, aponta a coordenadora da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Lucélia Denise Avi. Na comparação mensal, agosto contra julho de 2010, o saldo de 2.277 novas vagas supera em 0,44% o estoque de assalariados contabilizados no mês anterior. O incremento é o terceiro do Centro-Oeste, ficando atrás dos resultados observados em Goiás (0,68%), Mato Grosso do Sul (0,48%) e à frente apenas do Distrito Federal (0,32%). Conforme o Caged, a expansão observada em agosto foi estimulada pelo bom desempenho nos setores de Serviços (+998 postos), da Construção Civil (+879 postos) e do Comércio (+500 postos), “cujos saldos superaram principalmente a queda da Agropecuária (-225 postos)”, aponta o resumo publicado pelo MTE. ALICERCE - A indústria no Estado é responsável pela geração de 36,8% dos empregos formais criados em 2010, no acumulado de janeiro a agosto, comparado com o mesmo período de 2009. No total a indústria gerou 11.007 novos empregos formais, ficando à frente de setores como agricultura (com 9.203 postos de trabalho), serviços (com 6.003) e comércio (com 3.655). Na indústria o segmento que mais empregou no ano de 2010 foi a indústria de transformação, com 5.874 postos de trabalho. Dentro desse segmento, a indústria alimentícia e de bebida gerou 2.507 empregos. A indústria da Construção Civil ficou em segundo lugar na geração de empregos com a criação de 4.800 empregos formais, um reflexo da expansão do setor no Estado. Conforme os dados da Assessoria Econômica da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt), as cidades que mais empregaram em agosto de 2010 foram Cuiabá, Sinop, Tangará da Serra, Alta Floresta, Cáceres e Rondonópolis. Essas seis cidades juntas geraram um saldo positivo de 1.919 novos postos de trabalho, respondendo por 84% do total de 2.277 empregos gerados no Estado em agosto. Para mensurar o desempenho dos municípios, o MTE considera apenas aqueles com mais de 30 mil habitantes. BRASIL - Em agosto foram gerados quase 300 mil novos empregos, superando em 23,7% o recorde anterior. No ano, o país beira a marca de 2 milhões de novos postos, melhor desempenho da história. O Centro-Oeste gerou 13.076 novas vagas, alta mensal de 0,51%.

Edição EDIÇÃO 16962




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL