ECONOMIA
Sábado, 15 de Dezembro de 2007, 11h:51
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Custo de produção mantém conta desequilibrada
O presidente do Sindicato Rural de Tapurah, Marusan Ferreira, reforça que não há como não admitir que a saca tenha subido e batido níveis históricos, mas ele faz outra conta que revela como o produtor se mantém à margem da nova realidade. Há três anos, o adubo custava US$ 170 a tonelada e nesta safra chegou a US$ 450 a tonelada. Já o diesel, outro vilão do produtor mato-grossense, passou de US$ 0,70 o litro, para US$ 1,20. O custo de produção subiu 70%. Ele observa que mais uma vez o câmbio jogou contra o produtor, ou seja: uma cotação elevada na hora de adquirir os insumos e menor na hora de comercializar. Além da maior parte da soja estadual ter média de fixação a US$ 12 e no médio norte a US$ 10,80, a escalada dos preços é asfixiada por conta da valorização do real frente ao dólar. Lá no primeiro trimestre do ano, quando as negociações para venda antecipada e aquisição de insumos começou, o dólar estava cotado entre R$ 1,85 a R$ 1,90, e agora não tem passado de R$ 1,74. Ele ratifica que o custo de produção na região nesta safra é de 48 sacas por hectare. Se chegar a 50 sacas, vamos empatar, caso contrário a história vai se repetir, alerta. TAPURAH - O município, com 100% de sua área já cultivada, está plantando nesta safra 110 mil hectares e, durante a safrinha, cerca de 12 mil hectares serão cobertos com algodão e 35 mil darão espaço ao milho. Nossa previsão é atingir uma rentabilidade por hectare de 50 sacas, duas sacas acima do que foi contabilizado nos últimos três anos. Marusan explica que o otimismo em relação ao rendimento por hectare plantado está fundamento na ausência de focos de ferrugem asiática nas lavouras da região, inclusive de outras doenças, que sempre reduzem a produtividade. Bem, fizemos a nossa parte, com atenção preventiva à ferrugem. As lavouras já foram pulverizadas e agora é torcer para que as condições climáticas colaborem para que possamos extrair o maior rendimento das lavouras como forma de minimizar as elevações que não estamos aproveitando e o impacto do dólar. (MP)