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ECONOMIA
Sexta-feira, 18 de Dezembro de 2020, 09h:17

GERAÇÃO DE RIQUEZA

Cuiabá e Rondonópolis se destacam no ranking nacional do PIB

MT se destaca na riqueza gerada pelo agronegócio; Capital está 46ª posição, com PIB estimado em R$ 23,70 bilhões

MARIANNA PERES
Da Reportagem

Quase metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país, em 2018, foi gerada por 71 municípios, o que corresponde a apenas 1,3% das 5.570 cidades brasileiras e onde vivia um terço da população.

Essa concentração da economia em poucas cidades, contudo, vem reduzindo, como mostra o PIB dos Municípios 2018, divulgado nesta semana pelo IBGE.

De Mato Grosso, Cuiabá integra a listal, na 46ª posição, com PIB estimado em R$ 23,70 bilhões.

A Capital do Estado está à frente de importantes cidades brasileiras como Santos (SP), Maceió (AL), Florianópolis (SC), Londrina e Maringá (PR).

Ampliando o ranking, avaliando a performance dos 100 maiores PIBs, está outra cidade mato-grossense: Rondonópolis, na 95ª posição, com R$ 11,22 bilhões.

Mas Mato Grosso se destaca na riqueza gerada por meio do agronegócio.

O Estado obteve o maior percentual de municípios em que a Agricultura, inclusive apoio à agricultura e pós-colheita, aparece como atividade de maior destaque (36,9%), seguido por Rio Grande do Sul (35,6%) e Paraná (32,1%).

Considerando o valor adicionado bruto da Agropecuária ao saldo do PIB, Mato Grosso participa com 19 municípios entre os 100 maiores saldos naquele ano.

Os cinco principais são: Sapezal, terceira posição no País, com R$ 1,54 bilhão; Campo Novo do Parecis é o quinto do ranking nacional, R$ 1,33 bilhão; Sorriso vem em seguida, na sexta posição com R$ 1,31 bilhão; Diamantino é o sétimo no País, com R$ 1,20 bilhão; e Campos Verde, o décimo, com R$ 1,04 bilhão.

Considerando o ranking estadual, esses são os cinco maiores geradores de riqueza em Mato Grosso, a partir da atividade agropecuária.

Os dados do IBGE destacam ainda que, em 2018, cerca de ¼ do valor adicionado bruto da Agropecuária brasileira vinha de 141 municípios, dos quais 92 (65,2%) estavam no Sul e no Centro-Oeste, ancorados na produção de soja, algodão e arroz.

Os cinco municípios com os maiores valores foram São Desidério (BA), Formosa do Rio Preto (BA), Sapezal (MT), Rio Verde (GO) e Campo Novo do Parecis (MT), que somaram 2,8% do valor adicionado bruto da Agropecuária.

“A ampliação do número de municípios, entre 2002 e 2018, permite identificar a tendência à desconcentração, com municípios de menor PIB ganhando participação em relação aos de maior.

Em 2002, 48 municípios concentravam quase a metade do PIB (49,9%). Já em 2018, foram necessários 71 municípios para alcançar esse mesmo percentual”, explica o analista de Contas Nacionais, Luiz Antônio de Sá.

PER CAPITA - Mato Grosso não integra o ranking dos 10 municípios com os maiores PIB per capita do País.

No entanto, sete cidades se destacam nesse indicador considerando uma lista de 100 grandes PIB per capita de 2018. A melhor posição do Estado está representada por Campos de Júlio, na 12ª posição nacional, com per capita de R$ 206,66 mil por habitante.

Participam dos 100 maiores ainda, Santa Rita do Trivelato com R$ 177,53 mil, Ipiranga do Norte com R$ 144,51 mil, Campo Novo com R$ 104,85 mil, Diamantino com R$ 104,68 mil, Querência com R$ 97,08 mil e Nova Ubiratã com R$ 92,58 mil.

A renda per capita ou rendimento per capita é um indicador que ajuda a medir o grau de desenvolvimento econômico de um país ou região. A renda per capita é obtida mediante a divisão da Renda Nacional/Estadual/Municipal pelo número de habitantes, por vezes o Produto Interno Bruto é usado.

Entre as capitais, Brasília (DF), com R$ 85.661,39, liderou em relação ao PIB per capita, enquanto Belém (PA) ocupou a última posição, com R$ 21.191,47.

Ou seja, o PIB per capita da capital federal foi 2,55 vezes maior que o PIB per capita do Brasil (R$ 33.593,82).

Já o de Belém correspondia a apenas 63% do PIB per capita nacional.


Edição edição 16957




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