O novo cenário internacional, com aperto da liquidez, e a compressão do crédito - aliados à queda nas cotações dos preços do açúcar e etanol nos mercados interno e externos - foram os principais fatores que levaram o Grupo Naoum a ingressar com pedido de recuperação judicial para suas três usinas em operação em Mato Grosso. A decisão foi tomada com o objetivo de preservar as atividades operacionais e o patrimônio e, principalmente, manter os cinco mil postos de trabalho gerados pelas usinas e salvaguardar os interesses de seus credores, explica uma fonte do grupo. "Temos convicção de que foi a solução adequada, porque o processo de recuperação judicial permite a continuidade das empresas, bem como assegura os direitos e interesses dos credores dentro de um ambiente de transparência, lisura e confiança", pontua. Outro fator é o aumento substancial dos custos de produção e dos insumos, com movimento contrário aos preços dos produtos nos mercados interno e externo. Na avaliação da empresa, este cenário provoca um forte desequilíbrio e margens reduzidas na operação, comprometendo diretamente o fluxo de caixa das empresas. A crise impôs falta de liquidez no mercado e inviabilizou a manutenção das linhas de crédito, ressaltou a fonte. O GRUPO - O Naoum atua no mercado de açúcar e álcool há mais de 40 anos, tendo capacidade instalada para moagem de 4 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra, permitindo a produção de aproximadamente 6,8 milhões de sacas de açúcar e 95 milhões de litros de álcool. Juntas, as usinas geram um faturamento de mais de R$ 300 milhões por ano.(MM)