ECONOMIA
Quarta-feira, 20 de Junho de 2007, 22h:02
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CAGED/MAIO
Criação de emprego é a melhor da história
Acumulado no ano registra 913,83 mil novos empregos com carteira assinada é o maior saldo da série do cadastro oficial e revela alta de 18,84% em relação a 2006
O ministro do Trabalho, Carlo Lupi, afirmou ontem esperar que o ano de 2007 registre "o maior número de criação de empregos formais da história do Caged". Para isso, o resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) terá que superar 1,5 milhão em novas vagas abertas que foi o saldo do ano de 2004, e que até agora é o melhor da série. "Acredito que será possível ficar, pelo menos, muito próximo disso", completou o ministro. Lupi divulgou o resultado de maio do Caged. O acumulado no ano, de janeiro a maio, que registra 913,83 mil novos empregos com carteira assinada é o maior saldo da série deste cadastro oficial para o período. Esse número representa 18,84% de crescimento em relação aos mesmos meses de 2006, quando foram registrados 768,34 mil novos postos formais e 10% mais que o melhor período de cinco primeiros meses até o momento verificado que era 2004. Analisando apenas o mês de maio, quando foram gerados 212,21 mil novos empregos houve uma queda em relação a abril deste ano quando foram criados 301,99 mil novas vagas. A explicação do Ministério do Trabalho é que essa redução se deve a situações sazonais, especialmente na agricultura. O setor que mais contribuiu até agora, em 2007, foi o de serviços, com 289,02 mil vagas. Já indústria de transformação apresentou 271,69 mil novos postos com carteira assinada. No acumulado de cinco meses, todos os setores apresentam números positivos: agropecuária (172.125), construção civil (79.102) e comércio (68.889). No caso da agropecuária, trata-se de um desempenho recorde dentro da série histórica, influenciado principalmente pelas culturas de café e cana-de-açúcar no Sudeste. MAIO - Em maio, a agropecuária liderou o movimento de criação de vagas: 80,34 mil novos empregos. A indústria de transformação apresentou número positivo de 57,48 mil novos postos. Todos os fornos industriais tiveram desempenho positivo, com exceção da indústria de calçados (setor afetado pela valorização do real), que apresentou uma retração de 1,11 mil empregos. O setor de serviços criou 39,59 mil novos postos, e o de comércio 17,25 mil. Já construção civil criou 13,73 mil novas vagas com carteira assinada.