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Cuiabá MT, Segunda-feira, 15 de Junho de 2026

ECONOMIA
Segunda-feira, 12 de Março de 2007, 20h:01

FCO RURAL

Crédito para ferrugem pode ser obtido até o dia 31

O limite financiável é de até 100% do valor do orçamento, desde que não ultrapasse R$ 140 mil

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
Os produtores interessados na linha emergencial de crédito de custeio para o controle e combate à ferrugem asiática da soja poderão pleitear o financiamento só até o próximo dia 31, quando se encerra o prazo estabelecido pela legislação. Até o momento, nenhuma operação foi registrada pela Câmara de Política Agrícola, da Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado, que é quem gerencia operações do Fundo acima de R$ 50 mil. O coordenador do FCO Rural, Dimas Gomes Neto, “os focos surgiram e houve uma movimentação nas revendas, mas nenhuma carta-consulta passou pela Câmara”. Ele explica que valores abaixo de R$ 50 mil podem ser negociados diretamente nas agências, via FCO. A linha emergencial, prevista no Fundo Constitucional Centro-Oeste (FCO) Rural, visa prevenir e controlar a ferrugem asiática em lavouras de soja na região Centro-Oeste, mediante a abertura de crédito fixo ao produtor, contemplando a safra 06/07 da oleaginosa. Entre os itens financiáveis estão insumos (fungicidas e herbicidas) e operações necessárias à prevenção e ao controle da ferrugem asiática da soja. O limite financiável é de até 100% do valor do orçamento apresentado, desde que o valor não ultrapassar ao teto máximo de R$ 140 mil por tomador. O pagamento do crédito poderá ser feito em até 60 dias após a data prevista para a colheita. Para os casos de custeio alongado, o pagamento poderá ser em parcelas mensais, iguais e sucessivas. A primeira vence 60 dias após a colheita e a última, em outubro deste ano. Os encargos financeiros e as taxas de juros variam de acordo com o porte do produtor: para mini, a taxa é de 6% ao ano, pequeno e médio, 8,75% e, grande, 10,75% ao ano. FCO 2007 – Mato Grosso deverá ser contemplado este ano com recursos da ordem de R$ 416,47 milhões do FCO Rural, a serem aplicados em projetos de fomento ao setor agrícola. O orçamento representa um incremento de 19,88% em relação ao montante previsto no ano passado, R$ 347,60 milhões. Desse total, foram aplicados apenas R$ 270 milhões. Segundo o coordenador do FCO Rural, Dimas Gomes Neto, este ano já foram contratados cerca de R$ 60 milhões. A previsão é de que até o final de 2007 sejam gerados 32 mil empregos diretos com os novos investimentos no setor rural. Dos R$ 416,47 milhões, 51% (R$ 212,16 milhões) serão canalizados para os mini e pequenos produtores, ficando o restante do orçamento para os médios e grandes produtores. Dimas informou que no período de quatro anos – 2003 a 2006 -, a Câmara de Política Agrícola analisou 5,68 mil cartas-consultas, totalizando contratações da ordem de R$ 1,286 bilhão para projetos com recursos do FCO Rural, ante uma demanda de R$ 3,307 bilhões em Mato Grosso no mesmo período. Ainda neste intervalo, os empregos gerados com os recursos do FCO Rural totalizaram 97,89 mil empregos diretos. “Isso mostra que o FCO cumpre uma função social muito importante”, observa. JUROS – Para este ano, houve uma redução nas taxas de juro na modalidade FCO Rural para as quatro categorias de produtores: para os mini, as taxas de juros anuais caíram de 6% para 5%. Para pequenos e médios, de 8,75% para 7,25% e, para os grandes produtores, de 10,75% para 9%. Com o “bônus de adimplência”, essas taxas caem respectivamente, para 4,25%, 6,16% e 7,65%.

Edição EDIÇÃO 16962




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