ECONOMIA
Terça-feira, 05 de Março de 2013, 20h:25
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CHOCOLATES
Consumo per capita chega a 14 kg
MARIANNA PERES
Da Editoria
O mato-grossense deverá atingir nesta Páscoa um consumo per capita, por habitante, de 14 quilos de chocolates e derivados, especialmente os ovos de chocolate e bombons. Apesar das altas temperaturas registradas durante todo o ano, o potencial de consumo apresentado ontem pela IPC Marketing, coloca o Estado na 11ª posição do ranking nacional. Se o volume se confirmar, este segmento da indústria alimentícia estará movimentado, em Mato Grosso, R$ 44,38 milhões, ou, 1% da estimativa para o país. Conforme o estudo, o potencial estadual de consumo, em cifras, ocupa a 16ª posição nacional e dentro da região Centro-Oeste é o terceiro maior, atrás de Goiás (10ª) e do Distrito Federal (13ª). Em relação o potencial per capta, Mato Grosso é o último entre os estados da região, cuja liderança local é representada pelo Distrito Federal seguido de Mato Grosso do Sul e Goiás, respectivamente o 6º, 8º e 9º do ranking brasileiro e com potenciais de consumo de 21,83 quilos, 15,9 quilos e 14,20 quilos. O consumo de chocolates deve movimentar, neste ano no Brasil, o equivalente a R$ 4,4 bilhões no período, apesar das recentes análises em torno do fraco desempenho do PIB entre os países emergentes no último ano, a festejada sazonalidade no consumo de bombons e chocolates em tempos de Páscoa supera em muito as expectativas para 2013. A informação é de Marcos Pazzini, diretor da IPC Marketing Editora, ao puxar os primeiros números do IPC Maps 2013, banco de dados que mapeia anualmente (no mês de maio) cada um dos municípios brasileiros, por itens da economia e categorias sociais revelando a potencialidade de consumo do mercado. Os indicadores apontam gastos da ordem de R$ 30 bilhões na compra de doces em geral ao longo do ano, sendo R$ 9 bilhões somente no consumo de chocolates e derivados. Em 2012, os gastos da categoria foram da ordem de R$ 27 bilhões ante os R$ 8,2 bilhões somente com chocolates e derivados. SAZONALIDADE - É bem verdade que na época de Páscoa o consumo de bombons e chocolates ganha contornos mais expressivos em todas as camadas sociais, estimuladas na comemoração da data festiva, pelo bom-gosto de presentear ou mesmo pelo prazer do seu consumo. A indústria alimentícia e o varejo, por sua vez, se preparam e acertam o passo no mercado demandante. Para exemplificar a mobilização de gastos dos brasileiros nesse item de consumo, Pazzini destaca que a classe B será responsável pela maior parte do valor correspondendo a R$ 1,91 bilhão, ou seja, 43,1% do mercado sazonal de chocolates e bombons, em 2013. Em 2012, a classe que mais consumiu foi a classe C. Em segundo lugar em 2013 está a classe C, que deverá responder por 39,3% desse mercado, ou seja, um valor da ordem de R$ 1,74 bilhão. A classe A, por sua vez, garantirá o consumo equivalente a R$ 457,2 milhões, correspondendo a 10,3% do potencial de consumo de chocolates e bombons, nesta época do ano. Já as classes D e E ficam com a parcela de 7,2%, representando o valor significativo de R$ 318,3 milhões.