ECONOMIA
Terça-feira, 29 de Maio de 2012, 19h:52
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BRASILEIRO
Consumo irá superar R$ 2,7 trilhões
O consumo dos brasileiros ultrapassará a marca dos R$ 2,7 trilhões em 2012. Esta perspectiva mostra os reflexos visíveis da segunda onda migratória no extrato das classes sociais, formatando em losango a nova escala social. É o que aponta a IPC Marketing Editora, empresa especializada no cálculo de índices de potencial de consumo. O crescimento do percentual de compras por parte das classes C, D e E é evidenciado em pesquisas e constatado dia a dia no Comércio, por meio da análise de renda dos consumidores, revela Nelson Soares, diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá). Estes crescentes índices também podem ser observados na contratação de serviços de educação, TV por assinatura, acesso a internet, consultorias das mais diversas ordens, entre outros, completa ele. Considerando tudo o que é consumido no Brasil a perspectiva é de que este ano a região Centro Oeste baterá a casa dos 8,6% contra 7,9% em 2011. O Norte fica com 5,8% do total. Entre os campeões, até mesmo pelo grande número populacional, o ranking fica da seguinte maneira: em primeiro Sudeste que participa com 50,4%, e que, no entanto, pontua decréscimo de 1,8% em comparativo com 2011. Isso já pode ser resultado de mais empresas locadas nos municípios do interior do Brasil e melhor competitividade destas nas regiões fora do eixo Rio-São Paulo e Sudeste como um todo, acredita Soares. Ele completa que também se pode conceber como possível nesta explicação o aumento significativo da renda da população de estados do Centro Oeste, fazendo com que distribuidores visem, igualmente, a todos os estados. Se há uma década a distribuição de produtos era irregular, chegando antes a São Paulo, hoje itens de tecnologia e novos modelos de eletrodomésticos, por exemplo, chegam às lojas de todo o País, praticamente, ao mesmo tempo. Esta, inclusive, vem sendo a estratégia de várias redes de lojas para manter o mesmo padrão em todas as suas unidades de vendas, completa Nelson. Quem, o quê e o quanto consumirá 3 itens lideram os gastos atualmente: manutenção do lar (aluguéis, impostos e taxas, luz-água-gás (25,5%); alimentação (16,7%) e saúde, medicamentos, higiene pessoal e produtos de limpeza (8,7%). Neste ano, na faixa etária dos 20 aos 49 anos, o total de pessoas economicamente ativas soma 91,5 milhões. Com 50 anos ou mais, 40,8 milhões. Os jovens e adolescentes, são 33,8 milhões de pessoas nas idades de 10 a 19 anos. Vale dizer que a classe C tem uma projeção de 25% do consumo do País em 2012, com gastos da ordem de R$ 681,5 bilhões. Ela reúne quase a metade dos domicílios familiares, 48,8% (ou 24,4 milhões). Já para as classes D e E, segundo esta pesquisa haverá recuo no índice de consumo. Mas, esclarece o diretor da CDL Cuiabá, isto é, certamente, migração destas famílias para as classes C e B, que denotam incremento no consumo. Mesmo assim, a classe D chegará a um consumo de R$ 105,3 milhões contra os R$ 113,8 registrados em 2011. A classe E, de R$ 3,596 milhões (com 374,5 mil domicílios), lembrando que em 2011 foi de R$ 3,624 milhões (405 mil domicílios). A classe A tem o menor universo de domicílios familiares - cerca de 2,261 milhões ou 4,5% do país. No entanto sustenta gastos equivalentes a R$ 483,4 bilhões, registra a pesquisa.