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Cuiabá MT, Quinta-feira, 11 de Junho de 2026

ECONOMIA
Segunda-feira, 14 de Fevereiro de 2011, 19h:57

MATO-GROSSENSE

Consumo está aumentando

E a inadimplência está em queda. Na comparação entre janeiro de 2010 e janeiro deste ano, o montante das inclusões de consumidores inadimplentes caiu 35,91%

MARCONDES MACIEL
Da Reportagem
O saldo do endividamento da população mato-grossense no período de cinco anos – janeiro de 2006 a janeiro de 2011 - mostra que o nível de consumo está aumentando e a inadimplência mantém curva indicando queda. Segundo levantamento do Sistema Crediconsult, da Federação das Associações Comerciais do Estado de Mato Grosso (Facmat), no acumulado de meia década o endividamento do consumidor atingiu o montante de R$ 342,649 milhões, totalizando 982.372 inclusões. Na comparação entre janeiro de 2010 e janeiro deste ano, o montante das inclusões de consumidores inadimplentes caiu 35,91%, recuando de 31.193 registros para 19.993 nos dois meses. Em valores monetários, a inadimplência caiu de R$ 9,104 milhões para R$ 5,671 milhões, redução percentual de 37,71%. Em número de exclusões – consumidores que saíram da situação de inadimplência – houve uma queda de 3,24% entre os dois meses. O levantamento mostra que, em janeiro deste ano, 19.213 consumidores procuraram as lojas para quitar suas dívidas, contra 19.856 em igual mês do ano passado. A “baixa” da inadimplência foi de 7,651 milhões em janeiro do ano passado e de R$ 6,001 milhões, no primeiro mês de 2011. O diretor da Facmat, Manuel Gomes, avalia o primeiro mês do ano como “positivo para o comércio e para o consumidor, que teve a oportunidade de consumir mais sem exagerar nas dívidas, dentro de planejamento orçamentário balizado na sua capacidade de pagamento”. Ele atribui o bom resultado ao “melhor controle” por parte do consumidor e “mais facilidades” das lojas para negociação e parcelamento das dívidas aos clientes inadimplentes. “Se traçarmos um paralelo entre o que o mercado oferece e o que o consumidor quer comprar, está havendo melhor administração do orçamento e as pessoas têm procurado gastar com a preocupação de quitar suas dívidas, mesmo porque o mercado tem apresentado inovações e produtos que garantem mais conforto”. Segundo ele, as pessoas hoje estão mais conscientes e atentas à questão financeira e sabem que o endividamento desenfreado não é bom. “A população finalmente consegue dosar o nível consumo à sua real capacidade de pagamento, pois sabe que a adimplência oferece muitas oportunidades de aquisição em condições atrativas”, frisa Gomes. Para ele, o consumo tende a continuar aquecido, mesmo porque o mercado é inovador. ECONOMISTAS Na avaliação dos economistas, a população não deve se assustar com o endividamento no começo do ano, normais em função de despesas como impostos (IPVA e IPTU), matrículas e materiais escolares. “Mas a população deve tomar cuidados para não se complicar e se encalacrar com novas dívidas”, afirma o consultor e analista de crédito Marcos Henrique Silveira. Ele diz que este ano a situação dos trabalhadores pode se agravar devido ao “efeito carnaval”, que em 2011 ocorrerá um pouco mais tarde – na primeira semana de março. Silveira avalia que 2010 foi um “bom ano” para os trabalhadores em termos de renda, acesso ao crédito e emprego. O resultado deste quadro foi o aumento do consumo. Dora Ramos, especialista em contabilidade e diretora da Fharos Assessoria Empresarial, também acha que o aumento do consumo se deve ao otimismo do consumidor e às facilidades de obtenção de crédito. “As compras de Natal foram potencializadas em 2010 por conta do clima otimista em relação ao mercado, o que contribuiu para que as pessoas aproveitassem promoções e utilizassem uma maior porcentagem do 13º salário para presentear ou viajar”. Além disso, as facilidades de pagamento a prazo oferecidas por bancos e pelo comércio estimulam ainda mais as compras excessivas, complementa.

Edição EDIÇÃO 16960




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